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Desenvolvido pelo Afreximbank, Centro Africano de Excelência conclui 1.ª cirurgia de coração aberto

Victória Maviluka
17/12/2025
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Foto:
DR

Ao expandir os seus serviços cardiovasculares e especializados, o hospital pretende evitar que africanos continuem a gastar até 10 mil milhões USD/ano em tratamentos fora do continente.

O Centro Médico Africano de Excelência, desenvolvido pelo Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank)  em parceria com o King's College Hospital de Londres, concluiu, recentemente, a sua primeira cirurgia de coração aberto e a primeira Radioterapia Estereotáxica Corporal da África Ocidental para o cancro do pulmão.

Os mentores da iniciativa consideram estas duas intervenções como marcos importantes que reforçam a capacidade de África em cuidados cardíacos complexos, reduzindo a dependência de viagens médicas ao estrangeiro, destaca um comunicado a que a revista Economia & Mercado teve acesso.

Localizado na cidade de Abuja, capital política da Nigéria, o AMCE, na sigla em inglês, está a redefinir os cuidados médicos de primeira classe sobretudo na região da África Ocidental, com apenas seis meses de funcionamento, num investimento de 300 milhões de dólares.

O centro médico corresponde ao nível terciário de classe mundial e já realizou mais de dez intervenções cardíacas bem-sucedidas, incluindo angiografias coronárias, inserções de pacemakers permanentes e intervenções coronárias percutâneas, detalha a nota.

Estas operações, acrescenta o documento, colocam a unidade entre os poucos centros em África que oferecem um percurso de cuidados cardíacos totalmente integrados, desde diagnósticos avançados e cardiologia intervencionista até cirurgias complexas de coração aberto, tudo numa única instalação.

A AMCE está a promover uma nova era de dignidade na saúde para os africanos e estamos orgulhosos em apoiar a sua liderança contínua em cuidados complexos e inovadores

Os promotores da iniciativa assinalam que estas acções reportam o compromisso do AMCE com cuidados oncológicos de classe mundial e aceleram o seu objectivo de longo prazo de evitar a fuga de cérebros africanos, fornecendo infra-estrutura, tecnologia e ambiente de formação necessários para apoiar os especialistas mais qualificados do continente.

Acrescentam que, ao expandir os seus serviços cardiovasculares e especializados, o hospital persegue ainda o seu compromisso de reduzir a dependência do estrangeiro, impedindo, assim, que cidadãos africanos gastem anualmente 6 a 10 mil milhões de dólares em tratamentos fora do continente.

Oluranti Doherty, directora-geral de Desenvolvimento das Exportações do Afreximbank, destacou que as conquistas alcançadas pelo AMCE demonstram o impacto transformador do investimento em infra-estruturas médicas de classe mundial e atestam que é possível desenvolver capacidades a nível local.

“Reduzindo a dependência do continente do turismo médico no estrangeiro, retendo conhecimentos clínicos vitais e reforçando o ecossistema de saúde mais alargado de África, a AMCE está a promover uma nova era de dignidade na saúde para os africanos e estamos orgulhosos em apoiar a sua liderança contínua em cuidados complexos e inovadores”, aflorou Doherty.