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Irão preparado para guerra com EUA

Fernando Baxi
20/2/2026
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Foto:
DR

Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico do Irão, está a realizar manobras militares no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.

O Irão responderá de forma decisiva e proporcional, em caso de agressão militar norte-americana, advertiu a missão permanente iraniana na ONU, numa carta enviada ao secretário-geral da organização, António Guterres. 

A posição da República Islâmica do Irão, como fez saber o embaixador iraniano, Amir Saeid Iravani, assenta nos princípios de autodefesa, previstos no artigo 51.º da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para a representação persa na maior tribuna mundial, a retórica do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, sinaliza um risco real de agressão militar. Ainda assim, reafirmou a abordagem de Teerão, em relação ao desentendimento com os EUA. Não a guerra.

O iraniano nas Nações Unidas sublinhou, na missiva endereçada ao português (António Guterres), que o Irão jamais procura iniciar uma guerra.

“Nestas circunstâncias, todas as bases, infra-estruturas e activos norte-americanos na região constituem alvos legítimos do Irão”, informou o diplomata iraniano, confiante numa resposta militar avassaladora contra as forças norte-americanas e aliados no Médio Oriente, principalmente Israel.

A reacção iraniana derivou das últimas declarações de Donald Trump sobre o Estado persa. O número um da administração norte-americana afirmou que esperará 10 dias para alcançar um acordo com o Irão sobre o programa nuclear, caso contrário poderão ocorrer coisas más.                     

"Talvez tenhamos de ir mais longe, ou talvez não, talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente saberão nos próximos 10 dias", declarou Trump em Washington, antes da primeira reunião do Conselho da Paz.

O presidente dos EUA disse ser necessário chegar a um acordo (significativo) com Teerão, se tal não acontecer, disse, o desfecho poderá ser mais difícil.      

"Agora é o momento de o Irão se juntar a nós num caminho que complete o que estamos a fazer. Se se juntarem a nós, será ótimo. Se não se juntarem, também será ótimo, mas será um caminho muito diferente", afirmou Trump.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ‘intrometeu-se’ no desentendimento entre os EUA e Irão, ameaçando com uma resposta brutal caso Teerão decida atacar o território de Israel, num possível conflito.           

"Se os 'ayatollahs' cometerem o erro de nos atacar, enfrentarão uma resposta que nem sequer conseguem imaginar", declarou Netanyahu, numa alocução televisiva proferida durante uma cerimónia militar.

Benjamin Netanyahu disse que Israel está preparado para qualquer cenário.

Os EUA e o Irão concluíram uma segunda ronda de negociações na terça-feira (17), na Suíça, mas sem resultados satisfatórios para ambos.  

A Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico do Irão, está a realizar manobras militares no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.