O MTN Group, maior operadora de telecomunicações de África, registou um prejuízo de 7,39 bilhões de rands (pelo menos 414,7 milhões de dólares) no primeiro semestre, influenciado pela desvalorização do naira nigeriano e dificuldades operacionais no Sudão, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira, 19 de Agosto.
De acordo com o documento citado pela Bloomberg, a perda é a primeira da MTN desde que pagou uma multa de mais de 1 bilhão de dólares imposta à empresa pelo governo nigeriano.
Segundo o CEO do Grupo, Ralph Mupita, os ventos contrários macro impactaram os resultados operacionais, apesar de o impulso comercial subjacente e a execução da estratégia terem sido sólidos no período.
"A desvalorização adicional do naira em relação ao dólar americano, o impacto da conversão na moeda de relatório (rands) do naira e o conflito em curso no Sudão tiveram o impacto mais significativo nos resultados relatados", acrescenta Ralph Mupita.
A empresa, que atende 288 milhões de clientes em 18 mercados africanos, viu sua receita de serviços do grupo cair 20,8%, passando de 107,7 bilhões de rands para 85,3 bilhões de rands.
No entanto, em termos de moeda constante, a receita de serviços do grupo - excluindo vendas de dispositivos e cartões SIM - aumentou 12,1%, de acordo com dados avançados pela Bloomberg.
A receita de serviços da MTN na África do Sul superou a do seu maior mercado de receita, a MTN Nigéria, com um crescimento marginal de 3,3%, para 21,1 bilhões de rands. Em contraste, a receita de serviços da Nigéria despencou 52,9%, para 20,5 bilhões de rands, segundo notícia publicada nesta segunda-feira, 19, pela Business Insider.
No entanto, em termos de moeda constante, a receita de serviços da Nigéria cresceu 32,4%. A MTN também anunciou que o conselho prevê pagar um dividendo final ordinário mínimo de 330 centavos por acção para o exercício financeiro de 2024.
A ‘gigante’ das telecomunicações no continente continua a ponderar a ideia de sair de alguns mercados, conforme já avisado em Março último, além de reduzir sua participação no negócio nigeriano para até 65%, vendendo acções a acionistas locais.
Segundo dados da Bloomberg, o grupo MTN actualmente detém uma participação de 73% nas suas operações na Nigéria.

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