Os embaixadores dos Estados Unidos da América, Suíça, Portugal e de Bélgica foram informados sobre a importância estratégica do Corredor do Lobito.
A informação foi prestada pelo ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu durante um encontro com diplomatas daqueles países.
A reunião debateu a relevância deste corredor face ao desenvolvimento de três países, nomeadamente Angola, República Democrática do Congo (RDC) e a Zâmbia.
O encontro realçou, igualmente, a importância do acordo tripartido de facilitação do transporte e carga no Corredor do Lobito assinado entre os três países, assim como a relevância que irão assumir os financiamentos já anunciados pelos parceiros americanos e europeus neste projecto considerado importante para Angola e toda a África Austral.
Ricardo Viegas D’Abreu considerou este encontro de reforço do compromisso do Governo na viabilização desta concessão e de todas as suas potencialidades.

O Executivo através do Ministério dos Transportes e o consórcio constituído pelas empresas Trafigura Group Pte Ltd, Vecturis, SA, e Mota-Engil, Engenharia e Construção África, SA, assinaram no dia 4 de Novembro do ano passado o contrato de concessão do Corredor do Lobito.
Nos próximos 30 anos, este consórcio vai assumir a operação, a exploração e a manutenção do transporte ferroviário de mercadorias, assim como a manutenção de toda a infra-estrutura existente ao longo do Corredor. O valor do prémio de assinatura desta concessão é de 100 milhões de dólares, valor em linha com o montante doutras concessões no sector dos transportes em Angola, tendo permitido diferenciar os concorrentes com base na sua capacidade financeira face à dimensão dos activos em causa.
Com as rendas negociadas, o Estado vai arrecadar, em cada período de 10 anos, mais de 319 milhões de dólares.
Nos termos da concessão adjudicada no final de 2022, o consórcio vai investir perto mais de 256 milhões de dólares em infra-estruturas, mais de 73 milhões de dólares em equipamentos e material circulante, para além de um valor adicional de mais 4 milhões de dólares em actividades diversas.
Esta concessão tem a duração de 30 anos, podendo ser prolongada até 50 anos caso o consórcio opte por construir o ramal ferroviário Luacano (Moxico) – Jimbe (Zâmbia).

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