A dívida pública com a China registou uma redução 55% entre 2020 e 2025, deixando de ser um "elemento de pressão" para Angola. O anúncio foi feito nesta terça-feira(27-01) pelo director-Geral da Unidade de Gestão da Dívida Pública (UGDP), Dorivaldo Teixeira, durante a apresentação da Estratégia de Endividamento para 2026-2028.
Segundo os dados avançados, o 'stock' desta dívida, garantida por recurso a petróleo, caiu de 16,3 mil milhões de dólares para 7,73mil milhões de dólares no espaço de cinco anos. "Deixou de ser um elemento de pressão na gestão da dívida pública", sublinhou o responsável.
Esta descida acelerada contribuiu para uma mudança estrutural no perfil dos credores de Angola. A China, que em 2020 detinha 34% da dívida externa, caiu para a terceira posição em 2025, representando agora 19% do total. O Reino Unido assumiu a segunda posição (22%), enquanto os credores internos se tornaram os principais (28%).
"Entre 2021 e 2025 saímos de um rácio de dívida pública sobre o Produto Interno Bruto de 69% para 50,5%", contextualizou Dorivaldo Teixeira, realçando a evolução geral da dívida. A estratégia do Executivo tem priorizado a redução da dívida colateralizada ao petróleo para diminuir a vulnerabilidade às oscilações do mercado. Nesse âmbito, foram já totalmente amortizadas as dívidas com credores brasileiros e israelitas.
Atenção às emissões de dívida e metas por cumprir
Olhando para o futuro, o director-geral da UGDP afirmou que a principal preocupação com as emissões de eurobonds (dívida em moeda estrangeira) passa por "harmonizar o calendário", de modo a evitar concentrações excessivas de reembolsos em anos consecutivos, como as que estão previstas para 2028/29.
Dorivaldo Teixeira admitiu, contudo, que nem todas as metas estratégicas do governo para a dívida foram ainda plenamente alcançadas, apontando como exemplos a percentagem da dívida com vencimento a um ano e a taxa de juro média ponderada. A redução do passivo com a China marca, no entanto, um dos pontos mais visíveis da reestruturação da dívida nos últimos anos.

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