A capacitação de médicos e técnicos de saúde para identificar sinais de abuso sexual em pacientes que não apresentam lesões físicas explícitas é urgente no País, alertou Irema Simões, médica especialista em Medicina de Emergência e presidente do Conselho Científico do I Congresso Científico da Clínica Sagrada Esperança.
A especialista falou à margem do painel "Agressão física e Abuso Sexual: Questões médico-legais", que decorreu nos dias 10 e 11 de Abril, em Luanda, num evento que reuniu mais de mil participantes, entre os quais 200 oradores nacionais e internacionais.
"O abuso sexual nem sempre vem com lesões genitais ou outras marcas físicas explícitas, pelo que é necessário saber como detectar possíveis sinais nos pacientes. As novas tecnologias já nos permitem melhorar a atenção destes casos", afirmou Irema Simões.
A médica destacou ainda a importância de "continuar a alentar as vítimas a denunciar os casos de agressão e violência sexual", acrescentando que "a nível nacional já temos números de telefones públicos e acessíveis, que têm feito aumentar as queixas. Também vemos o aumento da literacia sobre este tema, com o apoio das televisões, das rádios e da internet, o que é bastante importante".
Face ao aumento do número de vítimas de abuso sexual em Angola, os especialistas presentes no congresso reconheceram a urgência de articular respostas e mecanismos a nível institucional para apoiar as vítimas, tanto nas instituições de saúde como noutros espaços da sociedade.
O I Congresso Científico da Clínica Sagrada Esperança teve como objectivo fomentar o conhecimento no sector da Saúde e da Medicina, como forma de desenvolver a prática clínica no País.


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