A Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) desafiou, recentemente, em Luanda, as startups nacionais a apresentar ideias de projectos para solucionar problemas relacionados com o sistema financeiro bancário e não só.
A CYTO e Tech By Tech são duas startups que responderam ao desafio lançado pela EMIS de criação de soluções digitais de abertura de contas transversais, bem como de registo e validação de identidade pessoal, no âmbito do Programa C.ID (Costumer Identification).
O C.ID foi lançado a 15 de Dezembro de 2023, em parceria com a Acelera Angola, para estimular o surgimento de startups nacionais na fase embrionária, a fim de responderem aos desafios da indústria de pagamentos do sector financeiro bancário e não-bancário através de soluções tecnológicas.
Para a primeira edição, a EMIS apresentou dois desafios que visam responder aos desafios da abertura de contas transversais, bem como o registo e validação de identidade pessoal dos utentes.
A startup CYTO apresentou uma ideia que responde ao desafio 01, relativo à abertura de contas transversais de pagamentos ou bancárias através de ‘onboarding’ [integração 100% digital], e que contempla a interoperabilidade com os sistemas actuais e Open Banking que permitem o compartilhamento de dados e serviços de clientes entre instituições financeiras.
Já a startup Tech By Tech apresentou uma ideia que responde ao desafio 02, sobre a criação de uma plataforma digital segura de registo e validação de identidade através da Application Programming Interface (API), respeitando a Lei de Protecção de Dados.
O assessor da Comissão Executiva da EMIS, Eduardo Bettencourt, disse que o objectivo do Costumer Identification foi conceber soluções inovadoras capazes de superar os desafios estabelecidos, como fraudes no sistema de pagamentos.
“A presente iniciativa visa estimular o surgimento de uma ‘semente’ e, por esta razão, não está prevista nenhuma premiação em valor monetário. (...) Os dois projectos finalistas terão a oportunidade de explorar, com a EMIS, uma proposta de colaboração e, eventualmente, ser estruturada uma parceria, no sentido de criar condições para alavancagem, desenvolvimento e eventual lançamento da solução”, explicou.
À margem do Demo Day organizado recentemente na Academia BAI, o especialista frisou que o programa visa também capacitar as startups nacionais e promover o desenvolvimento e a implementação das soluções que respondam aos requisitos do desafio.
“O que está regulamentado é que a fase seguinte pode resultar numa parceria entre a EMIS e as startups vencedoras, para percebermos como é que podemos trabalhar em conjunto e se podemos ou não apoiar essa startup na sua ideação, no seu desenvolvimento, ou na possível entrada no mercado, mas isso é uma fase que faremos posteriormente”, frisou Eduardo Bettencourt.
Processo de candidatura
Criada e lançada pela EMIS há cinco meses, a iniciativa Costumer Identification recepcionou propostas de 110 startups nacionais, tendo seleccionado 30 candidaturas na primeira fase, 10 na segunda, seis na terceira fase, sendo três para o desafio 1 e três para o desafio 2.
A iniciativa C.ID (Costumer Identification) é um programa que disponibiliza recursos que englobam ferramentas, especialistas e mentores para orientar projectos tecnológicos para o sector financeiro, em particular o segmento de pagamentos.

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