De acordo com os cálculos da E&M, à base dos dados divulgados pelo Banco Nacional de Angola (BNA), no exercício homólogo em referência, a emissão de títulos da dívida pública (bilhetes e obrigações do Tesouro) ficou cifrada em pelo menos 249,9 mil milhões de Kz.
As obrigações do tesouro (OT), como espelham os dados do BNA, representaram 69,4% (1,9 bilião Kz) das emissões nos 10 meses deste ano, ao passo que os bilhetes do tesouro (BT) 30,6% (829,9 mil milhões Kz).
No presente exercício económico, o Estado recorreu (inicialmente) ao endividamento interno, mediante à emissão de BT em Maio. As OT, segundo ainda a informação do banco central, começaram a ser emitidas desde Janeiro; indicando a necessidade premente por recursos.
O recurso ao endividamento interno, através de emissão de títulos da dívida pública, será mais intenso no próximo ano, como próprio Executivo assumiu no relatório de fundamentação do OGE-2024. Estes instrumentos serão as principais fontes de financiamento do défice orçamental.
Apesar do endividamento público interno (titulado) ser destinado ao investimento, pode (segundo especialistas) causar problemas de solvência, caso atinja níveis insustentáveis. Também é capaz de influenciar no aumento da carga tributária.

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