O Estado emitiu títulos da dívida pública no valor de 3,6 biliões de Kwanzas em 2025, montante que representa uma diminuição de quase 7,3%, face ao período homólogo, concluiu a Revista Economia & Mercado com base nas estatísticas divulgadas recentemente pelo Banco Nacional de Angola (BNA).
Da informação obtida do banco central, pôde-se chegar à conclusão de que, os bilhetes do tesouro (BT) representaram 37,3% (1,3 bilião Kz) do total de títulos da dívida pública emitidos no exercício económico passado. Também se registou uma diminuição de 26,5%, comparativamente a 2024.
As obrigações do tesouro (OT), segundo os cálculos da E&M, representaram 63,7% (2,2 biliões Kz) da emissão de títulos da dívida pública no ano passado, que comparado com o período homólogo, reflecte um aumento de 10%.
Ao contrário de 2024, o Estado em 2025 fez recurso ao BT (instrumento de dívida de curta maturidade) do primeiro ao último mês do ano. A maior emissão ocorreu em Março. Foram emitidos títulos avaliados em 211,86 mil milhões Kz, reflectindo uma redução de 54%, face ao exercício análogo.
Relativamente ao instrumento de longa maturidade, a maior emissão no exercício económico passado ocorreu em Novembro. Naquele período, o Estado colocou no mercado, segundo os dados do banco central, 370,23 mil milhões KZ em OT. Um aumento de 123% face ao período homólogo.
Para crítica, a redução de 7,3% na emissão de títulos em 2025 quando comparado a 2024, reflecte (em parte) os esforços da consolidação fiscal e da gestão prudente da dívida pública. A evolução contribui para a melhoria da sustentabilidade fiscal e a redução da pressão sobre o endividamento.
Ainda assim, deve considerar o contexto de elevada dependência das receitas petrolíferas e os constrangimentos no financiamento, sendo fundamental garantir que a redução não comprometa o investimento público, que é considerado necessário para o crescimento económico.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), no Post-Financing Assessment de Angola, destacou a necessidade de ajuste fiscal e gestão prudente da dívida, apesar de reconhecer que ajustes adicionais ainda são necessários.

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