Os Estados Unidos da América (EUA) arriscam-se a confrontar o Irão sem o apoio dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e da Arábia Saudita (uma das principais potências militares na região), pois os governos dos dois países declinaram o pedido de Washington contra um possível ataque ao regime dos Ayatollahs.
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, tomou a decisão de se manter fora do conflito entre Irão e Estados Unidos da América após conversa com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
“A Arábia Saudita não permitirá que seu espaço aéreo ou território seja usado para qualquer acção militar contra o Irão”, comunicou o governo saudita horas depois da conversa (telefónica) entre o príncipe herdeiro saudita e o presidente iraniano.
Face ao posicionamento dos dois países do Médio Oriente, tidos parceiros estratégicos americanos naquela região do continente asiático, ex-comandantes militares dos EUA, citados pelo the Wall Street Journal, disseram que o planeamento operacional contra o Irão fica comprometido.
Sem a cedência do espaço aéreo e terrestre dos respectivos países, segundo os ex-comandantes militares americanos, a operação militar norte-americana contra o regime dos Ayatollahs, liderado por Ali Khamenei, aumentaria os custos e a complexidade operacional, mas nunca seria um impedimento, caso Washington decida atacar o Irão.
Apesar das incertezas no terreno, muito pela neutralidade da maioria dos aliados do EUA no Médio Oriente (excepto a Jordânia e Israel), Donald Trump ordenou o posicionamento do porta-aviões USS Abraham Lincoln nas proximidades da costa iraniana e têm recebido o apoio do governo da Jordânia, onde algumas aeronaves utilizam as bases aéreas locais.
O presidente norte-americano anunciou, em 28 de Janeiro de 2026, o envio de meios bélicos potentes (“maravilhosa marinha”) às forças americanas estacionadas na costa do Irão, que apenas aguardam pela ordem do comandante-em-chefe (Donald Trump) para iniciar as hostilidades.
Uma possível acção militar norte-americana no Irão, justifica o presidente norte-americano, visa mudar o regime político naquele país muçulmano xiita; impedir que desenvolva armas nucleares e o massacre de manifestantes iranianos.
O governo irianiano refuta os argumentos da administração Trump para legitimar um possível confronto militar de grande escala no Médio Oriente. Teerão adverte que considerará alvos legítimos todos os países da região que forem usados pelos EUA para atingir qualquer parte do solo iraniano.

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