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Executivo quer privados nas acções para evitar que Palácio de Convenções se torne ‘elefante branco’

Victória Maviluka
25/8/2026
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Foto:
DR

Elenco governativo pretende, também, que o sector privado explore as oportunidades de negócio à volta do centro, a começar por investimentos na construção de unidades hoteleiras.

Com um anfitrião para 3 mil lugares, o Palácio de Convenções de Luanda foi inaugurado nesta segunda-feira, 24, sob os desígnios de maior palco para reuniões no País. Dada a dimensão do centro, o Executivo conta com o apoio de entidades privadas no sentido de evitar que o empreendimento não se transforme num ‘elefante branco’.

Os ecos do apelo à utilização regular do recinto – que custou aos cofres públicos mais de 290 mil milhões Kz (mais de 214 milhões USD) – soaram, inicialmente, do Presidente da República, que desafiou órgãos do seu pelouro e entes privados a promoverem ou proporem encontros de dimensão internacional no referido centro.

“A missão [de rentabilizar o centro] está dada ao Executivo no geral, mas muito em particular ao Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério do Turismo e aos outros sectores que podem, com as suas congéneres internacionais, atrair conferências aqui para Luanda, utilizando estas instalações”, perspectivou João Lourenço, no acto de inauguração do empreendimento.

De forma mais precisa, Márcio Daniel, ministro do Turismo, prometeu empenho do departamento ministerial que dirige em agir “agressivamente” com propostas para realização de eventos por parte de entidades sobretudo internacionais no Palácio de Convenções de Luanda e permitir, assim, que a infra-estrutura tenha “vida 365 dias ao ano”.

“E isto não se faz só com eventos do Estado; faz-se, sobretudo, com eventos de nível privado internacional, onde batemos à porta dos principais organizadores de eventos, batemos à porta das principais instituições que já têm orçamento, que já têm a decisão de realizar eventos, e a única coisa que fazemos é convidá-los a virem reunir-se em Angola. É isso que, agora, vamos começar a fazer”, disse.

Márcio Daniel afirmou que o centro de convenções “não pode ficar às moscas”, e recordou que a sua construção está alinhada com a estratégia do Governo de promoção do turismo de eventos, para quem se trata de uma programa que exige organização, envolvimento de todos os stakeholders, serviços hoteleiros e de rent a car.

“É todo um ecossistema que, agora, vai estar integrado no Angola Convention Bureau”, acrescentou, referindo-se à iniciativa lançada em Maio último, voltada para a promoção turística e económica de captação de grandes eventos internacionais, congressos e feiras de negócios, posicionando Angola sob a marca ‘Meet in Angola’ como a grande sala de reuniões de África. 

Ao falar à imprensa após o corte de fita que marcou a abertura do Palácio de Convenções de Luanda, o Presidente da República apelou ao sector privado a explorar as oportunidades de negócio à volta do Palácio de Convenções, a começar pela construção de unidades hoteleiras.

João Lourenço referiu que a capital do País carece de mais instalações hoteleiras para atender à demanda. Avançou, a título de exemplo, que os utilizadores do centro erguido na zona da Chicala, no litoral da província de Luanda,  vão precisar de estar “condignamente” alojados.