Bassirou Diomaye Faye, Presidente senegalês, afirmou, nesta segunda-feira, 08, a necessidade de promoção do diálogo com os Estados do Sahel que se separaram da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
A cimeira da CEDEAO, decorrida no domingo, 07, designou Faye como “facilitador” das discussões com os três países, “em colaboração” com o seu homólogo togolês Faure Gnassingbé.
Os líderes da CEDEAO observaram a “falta de progresso nas interacções com as autoridades” do Burkina Faso, Mali e Níger, três Estados cujos militares assumiram o comando pela força entre 2020 e 2023 e que anunciaram, em Janeiro deste ano, o abandono da organização económica regional.
Os regimes militares acusam a CEDEAO de ser manipulada pela França e de não apoiar a luta contra a expansão do jihadismo.
Os esforços para aproximar a CEDEAO têm sido, até agora, em vão. As autoridades que lideram o Burkina Faso, o Mali e o Níger declararam a saída “irrevogável” da organização e anunciaram a criação de uma confederação, durante a sua própria cimeira, realizada no sábado, 06, em Niamey.
“Não podemos ficar de braços cruzados”, disse Bassirou Diomaye Faye num vídeo publicado segunda-feira, 09, nas redes sociais, após o seu regresso a Dakar.
A CEDEAO “decidiu trabalhar no sentido do apaziguamento”, explicou o Presidente senegalês, que tem agora a missão de “trabalhar para aproximar as posições, conciliá-las, para garantir que possa haver espaço para o diálogo”.
Sublinhou que os três países permaneceram, no papel, membros da CEDEAO. O artigo 91.º do Tratado da CEDEAO estipula que os membros permanecem vinculados às suas obrigações por um período de um ano após terem notificado a sua saída.
“Espero que, até ao final do período de notificação, haja discussões suficientes que nos permitam conciliar posições e trabalhar para fortalecer a organização para que ela enfrente melhor os desafios comuns”, perspectivou Faye, eleito este ano, aos 44 anos, Presidente senegalês.
A cimeira da CEDEAO ordenou a preparação de um “plano de emergência prospectivo” para “lidar com todas as eventualidades” nas relações com os três países do Sahel.

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