A Fundação Mo Ibrahim (MIF) defende a independência dos Institutos Nacionais de Estatísticas em África, face influência destes na definição de políticas públicas para o desenvolvimento de África.
A informação consta do relatório Série Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG 2023): “O Poder dos Dados para a Governação: Colmatar as Lacunas de Dados para Acelerar a Transformação de África”, apresentado em Accra, no Gana, num evento organizado em conjunto com a Afrobarometer.
O relatório defende, ainda, a necessidade de se tirar partido de fontes de dados alternativas, como os gerados pelos cidadãos e empresas privadas, alavancando tecnologias como a Inteligência Artificial e a aprendizagem automática.
De acordo ainda com documento, mesmo em domínios em que se verificaram progressos, persistem lacunas de dados sobre a governação face às estruturas de saúde, a economia informal, o ambiente, a violência contra as mulheres, o trabalho infantil e os fluxos financeiros ilícitos.
Muitos países africanos, segundo o relatório, não dispõem de informações sobre recenseamentos populacionais, registo de nascimentos e óbitos, considerados elementos básicos de estatísticas fundamentais para definição de políticas públicas.
Apesar do progresso verificado em alguns domínios, descreve a MIF do documento, persistem lacunas de dados sobre a governação, relativamente a questões como as estruturas de saúde, a economia informal, o ambiente, a violência contra as mulheres, o trabalho infantil e os fluxos financeiros ilícitos.
Como exemplo, o relatório diz que o último censo populacional em 14 países africanos foi realizado em 2010. Três países no continente dispõem de um sistema de registo de óbitos, com pelo menos 90% das mortes ocorridas.

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