O Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau voltou a insurgir-se com as autoridades governamentais portuguesas, após declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, que lembrou a necessidade de regresso à ordem constitucional naquele país lusófono.
No poder por via da força, desde 26 de Novembro de 2025, o Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau, na pessoa do porta-voz, Fernando Vaz, deixou transparecer que tomará medidas diplomáticas contra Portugal, caso insista em interferir nos assuntos internos da pátria de Amílcar Cabral.
Paulo Rangel falou da necessidade (urgente) de regresso à normalidade constitucional da ex-colónia na África Ocidental durante a entrevista na Antena 1. Também se mostrou a favor da libertação de Domingos Simões Pereira, presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que foi primeiro-ministro de 2014 a 2015.
Fernando Vaz, em representação do grupo golpista no poder, considerou inaceitáveis as declarações do governante português, qualificando-as como uma postura reincidente de ingerência e paternalismo neo-colonial.
“A Guiné-Bissau não se vergará a exames de bom comportamento ditados por metrópoles estrangeiras”, disse Fernando Vaz, em reacção às declarações do responsável pela diplomacia do Estado português.
Qualquer futura tentativa de intromissão nos assuntos soberanos da Guiné-Bissau, prosseguiu o porta-voz do Conselho Nacional de Transição, receberá uma resposta de idêntica ou superior contundência com as devidas consequências ao nível das relações bilaterais.
O golpe de estado perpetrado pelo Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau, no dia 26 de Novembro de 2025, motivou a suspensão daquele país lusófono da União Africana (UA), da CPLP e da CEDEAO. Apesar da punição, a ‘junta’ militar recusa-se a divulgar os resultados das eleições que, certamente, ditariam a derrota do presidente Umaro Sissoco Embaló.
Era previsível a vitória de Fernando Dias, suportado pelo PAIGC e Domingos Simões Pereira, nas eleições presidenciais de Novembro de 2025, interrompidas por militares que horas depois assumiram o poder.















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