O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD ou AfDB na sigla em inglês) e o Governo de São Tomé e Príncipe assinaram, recentemente, em Bruxelas, capital da Bélgica, três acordos de financiamento avaliados em 27,8 milhões de dólares, destinados a projectos ligados à energia, agricultura climaticamente inteligente e segurança integrada da água, energia e alimentos.
Estimado em 7,5 milhões USD, o primeiro acordo diz respeito à terceira fase do Programa de Sustentabilidade Fiscal e Resiliência – Financiamento Suplementar (FSERP-SF) –, parte de uma operação de apoio orçamental lançada em Dezembro de 2023, o que eleva o valor acumulado para 20 milhões de dólares, a serem desembolsados directamente no orçamento nacional.
Este programa, lê-se num comunicado consultado pela revista Economia & Mercado, visa impulsionar reformas em dois pilares, nomeadamente a sustentabilidade fiscal e a transição do sector energético são-tomense, com o Governo local a comprometer-se a realizar reformas cruciais no sistema de compras públicas, alfândegas e gestão da dívida.
O segundo protocolo, avaliado em 18,9 milhões USD, canaliza recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) para o Projecto de Gestão de Extremos Climáticos para a Resiliência da Agricultura e da Pesca (PRIASA III), focado em fortalecer as cadeias de valor da agricultura e da pesca, ao mesmo tempo que se implantam tecnologias resilientes ao clima para proteger os meios de subsistência contra secas, inundações e escassez de água.
Destinado ao Fundo de Preparação de Projectos (PPF), o último acordo é para impulsionar o desenvolvimento sustentável nos sectores de água, energia e agricultura, através de estudos críticos e planos directores para a gestão integrada dos recursos hídricos, incluindo o desenvolvimento de uma barragem multifuncional, uma estação de tratamento de água, medidas de resiliência climática e um plano de saneamento.
Estes três acordos foram celebrados à margem do Fórum de Investimento em São Tomé e Príncipe, que decorreu na capital da Bélgica. Até Novembro deste ano, a carteira activa do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento naquele país de expressão portuguesa totalizava cerca de 89,4 milhões USD, distribuídos por 12 instrumentos de financiamento, com um período de maturidade de 4,2 anos e uma taxa de desembolso de 49,5%.

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