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Guerra no Médio Oriente provoca maior aumento do custo da energia, prevê Banco Mundial

Adnardo Barros
29/4/2026
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Foto:
DR

Um aumento maior do que o esperado no preço do Brent teria um efeito em cadeia sobre os preços dos fertilizantes e das fontes de energia alternativas.

O Banco Mundial prevê que os preços da energia subam 23,6% em 2026 devido ao conflito no Médio Oriente, o que representa o maior aumento desde 2022, de acordo com o relatório "Perspectivas dos mercados de produtos básicos" divulgado pela instituição.

Segundo o mesmo relatório, prevê-se que em Maio termine a fase mais crítica das interrupções no abastecimento relacionadas com a guerra, após o que se espera que os volumes de transporte marítimo através do estreito de Ormuz recuperem gradualmente e se estabilizem em torno dos níveis anteriores ao conflito durante o último trimestre de 2026.

Assim, na suposição de que os preços do petróleo diminuem na segunda metade de 2026 devido à recuperação das exportações de crude do Golfo Pérsico, e de que quaisquer danos residuais na infra-estrutura petrolífera da região sejam relativamente menores, espera-se que os preços do Brent, referência para as exportações angolanas, atinjam uma média de 86 dólares por barril em 2026, em comparação com os 69 dólares de 2025, antes de regressarem aos 70 dólares por barril em 2027.

Por outro lado, espera-se que os preços dos metais básicos, como o alumínio, o cobre e o estanho, subam em média 42% e atinjam máximos históricos este ano, o que reflecte a forte procura relacionada com sectores como os centros de dados, os veículos eléctricos e as energias renováveis.

Em conjunto, o encarecimento da energia e dos fertilizantes será a principal causa do aumento de 15,5% no custo das 'commodities' em 2026, embora, para 2027, o Banco Mundial esteja confiante de que os preços se moderam em 12,3%, o que inclui uma correcção de 17,2% no custo da energia e de 16,1% no preço dos fertilizantes.

De acordo com os pressupostos do cenário de referência, a instituição estima que as economias em desenvolvimento registam uma inflação média de 5,1%, o que representa um ponto percentual acima do esperado antes da guerra e um aumento em relação aos 4,7% do ano passado.