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INAMET prepara serviços de alerta meteorológico para tomada de decisão na agropecuária

Victória Maviluka
20/4/2026
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Foto:
DR

Programa insere-se na 2.ª fase de modernização do INAMET, que prevê um investimento de cerca de 116,8 milhões USD, a serem captados através do recurso ao endividamento externo.

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET) tem na forja o lançamento da 2.ª fase da sua modernização, um programa que inclui, entre outros desafios, a disponibilização de serviços meteorológicos úteis para tomada de decisão no sector agropecuário, apurou a revista Economia & Mercado.

Este serviço, segundo o chefe do Departamento de Investigação Aplicada à Meteorologia e INAMET, Lameira Gaspar, deverá ser garantido através do investimento em cerca de 20 estações meteorológicas que a instituição pública projecta instalar pelo território nacional.

Ao intervir, recentemente, no lançamento da 1.ª edição do Agritech Show Luanda, uma feira de agronegócio a acontecer em Outubro próximo em Icolo e Bengo, o meteorologista apresentou os resultados de uma pesquisa científica realizada pelo INAMET, que identificou, de forma mais abrangente por regiões, os padrões de chuva em Angola.

Informou que este estudo insere-se na 1.ª fase de modernização dos serviços do INAMET e adiantou que a 2.ª etapa de modernização do organismo prevê o desenvolvimento das cerca de 20 estações, que estarão, igualmente, ao serviço do sector agrícola do País, fornecendo informações meteorológicas importantes.

“Um agrorresiliente só tem verdadeiro resultado quando leva em conta o sistema natural, o clima. É preciso combinar. Apesar de termos grande capacidade hídrica, um fazendeiro, apesar de ter capacidade de irrigação, se não tiver em conta o sistema climático, pode tomar decisões que resultem em prejuízo”, alertou.

Lameira Gaspar especificou que a ignorância de dados meteorológicos pode levar a stress de culturas: “É preciso ter informações climáticas para não colocar o fertilizante agora e, depois de algumas horas, começar a chover e provocar-lhe desperdícios; para não usar a água para irrigar e, no dia seguinte, voltar a chover e resultar em excesso de água para a plantação”.

Na apresentação do tema ‘Climatologia de Angola na agrometeorologia’, reforçou que “não se faz agricultura resiliente e com bons resultados” se se descartar a componente climática “como factor de planeamento e decisão para o agro”, e assegurou que o INAMET está apostado em oferecer serviços que permitam o incremento da produção agrícola.

Realce-se que, na semana passada, o Presidente da República, João Lourenço, autorizou uma despesa, através de financiamento externo, de 99,3 milhões de euros (cerca de 116,8 milhões de dólares) para a 2.ª fase de modernização do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica  - o ‘INAMET 2’.