Um decreto presidencial assinado por Vladimir Putin e publicado nesta quarta-feira, 14, ordena que as autoridades russas passem a confiscar dinheiro e bens de pessoas condenadas pela divulgação de "informações falsas" sobre o exército do país.
A medida está a ser vista como um reforço à política repressiva do Kremlin contra opositores e vozes contestatórias à guerra na Ucrânia, designada oficialmente por Moscovo como ‘operação militar especial’.
O texto que dá corpo àquilo a que se está a chamar ‘nova ofensiva’ contra críticos de Putin foi aprovado no final de Janeiro último pela Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, e, no início de Fevereiro, pelo Conselho da Federação, a câmara alta, avança a AFP.
Estas medidas são associadas ao abandono do país de activistas e críticos do regime de Moscovo e ao encerramento de órgãos de comunicação social considerados hostis pelo Kremlin.
Em Março de 2022, recorde-se, a Duma aprovou, por unanimidade, a lei que pune a divulgação do que for classificado como "informações falsas" sobre as acções das Forças Armadas.
Este diploma tem como ‘pano de fundo’ a ‘guerra na Ucrânia’ e a ‘invasão das tropas russas’, duas expressões, aliás, contestadas pelo Kremlin e, por isso, "proibidas" nos meios de comunicação social russos.
Entretanto, também em Março de 2022, a União Europeia anunciou a suspensão da transmissão nos países da comunidade dos canais russos Sputnik e RT, alegando estarem ao serviço da “desinformação”.
Há mais de 20 anos no poder, Vladimir Putin confirmou a participação nas eleições presidenciais de Março próximo na Rússia.

%20-%20BAI%20Site%20Agosto%20%20(1).png)






.webp)





