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Bloco KON 8: Alfort entra em fase final de prospecção e sinaliza início da sondagem do primeiro furo

Sebastião Garricha
8/9/2025
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Foto:
Isidoro Suka

Empresa concentra, pelo menos, 20 colaboradores, distribuídos em países como Angola, Egipto e Estados Unidos da América. Deste total, 70% são do sexo feminino, de acordo com o seu director geral.

A Alfort Petroleum, empresa norte-americana de direito angolano, que opera na bacia do Kwanza, no Onshore n. º8, encontra-se na fase final dos estudos de geologia e geofísica, numa área do seu interesse, com previsão de dar início à sondagem do seu primeiro furo. 

A informação foi avançada por Gianni Martins, director geral da referida petrolífera, durante a Conferência Internacional Angola Oil & Gas 2025, que se realizou em Luanda, de 3 a 4 de Setembro, sob o tema “Angola 50 anos: O Petróleo e o Gás como Factor de Desenvolvimento”.

"Esperamos poder avançar com esta nossa agenda e fazer, finalmente, a sondagem do nosso primeiro furo”, reforçou o responsável, em exclusivo à revista Economia & Mercado (E&M).

Além deste tópico, Gianni Martins falou dos desafios da transição energética, dos investimentos no sector petrolífero e do impacto da refinaria de Cabinda, unidade inaugurada na última segunda-feira, 1 de Setembro.

Quanto à transição energética, o responsável explicou que se trata de um facto que inevitavelmente deve acontecer, sublinhado, além disso, que parece ter havido, há algum tempo, dificuldades de se entender que tal processo não seria tão rápido quanto se pensava.

“As pessoas pensavam, se calhar, que as energias renováveis viriam, num estalar de dedos, substituir as energias fósseis. Não é bem assim. Eu acho que todas as formas de energias, na verdade, vão ser necessárias. Vivemos numa área de inteligência artificial. Hoje, uma das constatações que estamos a fazer é que há uma necessidade muito grande de energia. Então, eu acho que as energias fósseis vão continuar”, reforçou.

De acordo com Gianni Martins, as principais dificuldades do sector petrolífero, que apontou como sendo de capital intensivo, passam pelas financeiras, num cenário onde a banca se encontra em fase de consolidação para proceder ao respectivo apoio.

Educação e electrificação dominam carteira de projectos sociais

Os sectores de Educação e da Energia dominam, nesta primeira fase, a carteira de projectos de responsabilidade social desenvolvidos pela Alfort Petroleum. Além destas, na lista perfilam as actividades culturais.

Quanto à energia, o alto responsável explicou que a Alfort está a eletrificar as comunidades com painéis solares: “Quer dizer que as energias fósseis e as energias renováveis também casam".

Mulheres representam 70% da força de trabalho

De acordo com Gianni Martins, a Alfort concentra, pelo menos, 20 colaboradores, distribuídos em países como Angola, Egipto e Estados Unidos da América (EUA).

Em Angola, como referiu à E&M, está concentrada a direcção geral, incluindo os Recursos Humanos, a direcção Jurídica e de Compliance. No Egipto (Cairo), onde estão localizados os especialistas de Geologia e Geofísica, a empresa conta com oito (8) colaboradores. Nos EUA, em Houston, a Alfort Petroleum conta com seis (6) colaboradores, que interagem com os investidores e a banca.

Deste total de colaboradores da empresa, como referiu o seu director geral, 70% são do sexo feminino e 30% do sexo masculino.