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Lucro da UNITEL sobe 9,1% para 90,3 mil milhões Kz até Setembro

Adnardo Barros
3/11/2026
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Foto:
Arquivo e DR

O EBITDA fixou-se em 138,1 mil milhões Kz, um crescimento de 4,1% face aos 132,6 mil milhões Kz do período homólogo, fixando a margem EBITDA em 34% (-2,1 p.p.).

A UNITEL concluiu os primeiros nove meses do ano com um lucro de 90,3 mil milhões Kz, um crescimento de 9,1% face aos 82,7 mil milhões Kz registados em igual período do ano anterior, apurou a E&M com base nas demonstrações financeiras divulgadas pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC).

O activo total da operadora ascendeu a 1,44 biliões Kz  no final de Setembro de 2026, com um avanço de 1% face aos 1,42 biliões Kz  registados em Dezembro de 2025.

A evolução do balanço reflecte o reforço contínuo dos investimentos na modernização e expansão da rede,  com o CAPEX a atingir os 95,5 mil milhões Kz (6,8%)  num período em que a autonomia financeira da empresa se fortaleceu para 64,8% contra 62% no fecho de 2025, suportada por um capital próprio de 932,5 mil milhões Kz.

A receita operacional global cresceu 10,6% em termos homólogos e atingiu 406,4 mil milhões Kz frente aos 367,5 mil milhões Kz de Setembro de 2025. O desempenho foi suportado pela prestação de serviços, impulsionada pelo tráfego pré-pago (8,7%) e pela expansão do Serviço Residencial (128,3%), bem como pelas vendas de equipamentos, que cresceram 31,7% para 8 mil milhões Kz.

Por sua vez, o EBITDA fixou-se em 138,1 mil milhões Kz, um crescimento de 4,1% face aos 132,6 mil milhões Kz do período homólogo, fixando a margem EBITDA em 34% (-2,1 p.p.).

Nas operações comerciais, a captação e expansão da base de clientes registou uma subida homóloga de 3,1%, atingindo 21,1 milhões de subscritores activos comparados com os 20,5 milhões de Setembro de 2025.

 O segmento pré-pago continua a dominar a carteira com 20,5 milhões de clientes (97% do total), acompanhado por um aumento no consumo de dados de 29,7% e pela consolidação dos canais digitais, onde as recargas electrónicas já representam 92% das vendas operacionais.

Os custos de estrutura e eficiência, os custos operacionais agregados (incluindo existências) cresceram 14,2% em termos homólogos para 346,3 mil milhões Kz.

A subida foi influenciada pelo aumento de 18,8% nos custos com o pessoal para 115,3 mil milhões Kz, reflectindo o ajuste salarial do período e pela subida de 10,8% nos outros custos e perdas operacionais para 140,2 mil milhões Kz.