Uma maior produção agrícola garante menor dependência das importações alimentares, a redução da pressão cambial, a geração do emprego, o fortalecimento do PIB não-petrolífero e, sobretudo, a segurança nacional alimentar, considerou o Presidente da Comissão Executiva do Grupo Executive, Nuno Fernandes.
O gestor proferiu tais declarações quando procedia às palavras de boas-vindas aos participantes da 8.ª Conferência Economia & Mercado sobre Agricultura, que decorre nesta terça-feira, 24, em Luanda, sob o tema ‘Indústria de Fertilizantes e Insumos’.
“Sabemos que, no País, estão a surgir indústrias de fertilizantes e de carbonato de cálcio a Norte e a Sul. Urge perceber o que está a acontecer no fomento dessas indústrias e como estão a ser aproveitadas e absorvidos os seus esforços”, sugeriu Nuno Fernandes.
Para o PCE do grupo que detém, através da Edicenter Publicações, a revista Economia & Mercado, o conhecimento dos solos, com particularidades de acordo com a sua localização e do tipo de culturas que aí pretende, é determinante para “a boa e correcta” aplicação dos insumos na perspetiva de melhores resultados.
“É a melhor forma de se conseguir maior produtividade aproveitando racionalmente os solos. Levanta-se a pertinência de mais e melhores centros de investigação e de laboratórios. Neste evento, desejamos também perceber qual é a interacção no fomento e gestão integrada do nosso Parque Florestal; o que estamos a fazer para o fomentar e proteger”, perspectivou.
Recordou que Angola possui cerca de 5 milhões de hectares agricultados, de um potencial estimado em 35 milhões de hectares, e lembrou que é conhecida a “natureza pobre” dos seus solos, que remete para a necessidade de os enriquecer com correctores de solos e fertilizantes.
“São instrumentos essenciais para transformar potencial em produtividade real. Temos uma imensidão de terra e precisamos intensificar, de forma sustentável, a produção, garantindo o equilíbrio entre produtividade, rentabilidade e conservação de solos”, referiu o PCE do Grupo Executive.
Angola, acrescentou, consome uma média de 6 kg de fertilizantes por hectare, contra os 35 kg de média africana e os 135 kg de média mundial: “O Brasil aparece como excepção, com cerca de 250 kg por hectare. Hoje, 65% dos custos cereais no nosso País está elencado a insumos, levantando-se aqui os preços e modelos de aquisição”.

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