O mais recente relatório do Banco Nacional de Angola (BNA), entidade que regula o sector financeiro nacional, refere que foram validados inquéritos de 436 dos 441 submetidos, dos quais 195 são de micro- empresas, 166 de pequenas e 75 de médias.
De acordo com o Jornal de Angola, entre as medidas de que mais beneficiaram, as empresas reportaram ao BNA o adiamento do pagamento das contribuições fiscais e contributivas (6,2%), o acesso a novas linhas de financiamento (4,4) e a moratória de pagamento de crédito (3,0).
O mesmo documento, citado pelo único diário nacional, salienta que as empresas que mais beneficiaram destes apoios mais de 140 pertencem aos sectores das actividades imobiliárias (33,3%), 130 às actividades administrativas e dos serviços de apoio (30,0), 109 às actividades artísticas, de espectáculos, desportivas e recreativas (25,0) e 88 à agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca (20,3%).
Segundo o diário nacional, em relação as dificuldades encontradas para aceder-se aos apoios disponíveis, na banca fundamentalmente, 224 das empresas (51,4%) apontaram a burocracia como o principal entrave, 71 (16,3%) alegaram situações como falta de informação, 44 (10,3%) acham inadequadas as medidas, enquanto mais de 16 (3,7%) referiu não precisar de apoio.
Entre as empresas que mais dificuldades tiveram para aceder às medidas de apoio, segundo o inquérito, 228 (52,4%) eram micro e pequenas empresas.
O Jornal de Angola escreve que do ponto de vista sectorial, o destaque recai para a agricultura e pesca (70,3%), actividades administrativas e dos serviços de apoio (60,0), outras actividades de serviços (59,2) e actividades de saúde humana e acção social (58,9).
Em Outubro, continua, a situação financeira das empresas agravou-se ligeiramente, na medida em que 77,8% das empresas enfrentaram dificuldades financeiras. A falta de liquidez lidera a lista das principais dificuldades financeiras das empresas com 26,6%, seguida da ausência de encomendas/clientes (16,1), salários em atraso (10,3) e incumprimento de dívidas com fornecedores (7,3).
Nesse período, apenas 0,7% das empresas (menos de quatro) declararam ter encerrado definitivamente as actividades.
O encerramento temporário da actividade foi mais evidente nas micro e pequenas empresas (70/16,1%), enquanto que por sector de actividade, foram mais atingidos os sectores dos transportes e armazenagem (121/27,8%), actividades artísticas, de espectáculos, desportivas e recreativas e agricultura e pesca (109/25 por cento para ambas).

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