A cifra reflecte uma média superior a 50 empresas por mês de acordo com dados avançados ontem, terça-feira, 8, em Luanda, pelo secretário de Estado para o Planeamento, Milton Reis.
Segundo o dirigente, a pretensão do Ministério da Economia e Planeamento (MEP) é de registar, anualmente, 500 empresas e em cinco anos transformar em negócios formais um total de 2.500 iniciativas singulares e colectivas.
Os números foram avançados no habitual briefing com jornalistas, onde Milton Reis apontou o Plano de Desenvolvimento Nacional (2017-2022) como uma referência estratégica desta medida que o Ministério da Economia e Planeamento (MEP) começou a materializar em Setembro deste ano, mas que a partir de 2021 espera poder acelerar as taxas de realização.
O responsável lembrou que a estratégia de transição da economia informal para formal foi aprovada em Julho, mas tendo em conta os vários constrangimentos socioeconómicos que o país e o mundo atravessam, devido à Covid-19, só foi possível ao Governo dar início ao processo apenas em Setembro.
Nesse sentido, escreve o Jornal de Angola, para recuperar o tempo, no entender do secretário de Estado, o MEP está a trabalhar de forma árdua na operacionalização da medida, para a plena realização nos próximos anos.
Por sua vez, o director para a Política da População, Celso Borja, informou que a estratégia de transição da economia informal para formal aprovou quatro eixos fundamentais, sendo que o primeiro prevê a criação da Base de Dados da Economia Informal, cujo termo deverá ocorrer no primeiro trimestre de 2021.
Não obstante a este pormenor, disse, a Linha de Apoio ao Micro-crédito, estabelecida ao abrigo do Decreto Presidencial 98/20, permitiu já acelerar o processo de formalização, de que resultou a taxa de 30%.
"Estamos no bom caminho e ainda que a estratégia não esteja a ser implementada em absoluto, estamos próximos da meta prevista até ao final do ano em curso”, reconheceu.

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