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Manuel Vicente ouvido pela PGR

Redacção_E&M
28/1/2021
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Foto:
DR

O antigo vice-presidente da República, Manuel Vicente, foi ouvido, como declarante, pela PGR, no processo-crime contra o ex-gestor da AAA, Carlos São Vicente envolvido no “caso USD 900 milhões”.

A informação foi avançada pelo porta-voz da Procuradoria-Geral da República (PGR), Álvaro João, durante uma entrevista prestada ontem, quarta-feira, 27 de Janeiro, à Rádio Nacional de Angola (RNA).

O interlocutor salientou, citado pela Angop, que o antigo-vice-presidente da República foi notificado a prestar declarações no processo do arguido Carlos São Vicente. "Foi ouvido ontem na Assembleia Nacional e só volta a ser chamado se houver alguma necessidade", clarificou.

Segundo Álvaro João, o antigo vice-presidente da República, actualmente deputado, Manuel Vicente, foi ouvido pelo facto de na altura dos factos ocorridos a volta do caso 900 milhões de dólares, estar na presidência da Sonangol, razão pela qual o processo segue em instrução e por isso foi realizada esta diligência.

Conforme escreve a agência nacional de notícias, a audição decorreu na Assembleia Nacional, que segundo o porta-voz da PGR, é uma prerrogativa legal, que permite que determinadas entidades, quando notificadas a prestarem declarações, escolham o lugar e a hora em que pretendem ser ouvidas.

Segundo o despacho que determinou a prisão preventiva do empresário, ele teria levado a cabo “um esquema ilegal” que lesou a petrolífera estatal Sonangol em mais de 900 milhões de Dólares americanos.

O antigo presidente do Conselho de Administração da Seguradora AAA, Carlos São Vicente, está detido desde Setembro, em Luanda, por suspeitas de corrupção, peculato e branqueamento de capitais. O empresário está também a ser investigado na Suíça por suspeita de branqueamento de capitais.

O Serviço Nacional de Recuperação de Activos da Procuradoria-Geral da República (PGR) apreendeu os edifícios AAA, os hotéis IU e IKA, localizados em todo o território nacional, e o edifício IRCA, na Rua Amílcar Cabral, em Luanda.

A lista de bens e activos apreendidos incluiu ainda a participação social minoritária de 49 por cento da AAA Activos no Standard Bank Angola, onde o empresário era administrador não executivo, da mulher, Irene Neto, bem como o congelamento de contas bancárias de ambos.