O sector das Pescas moçambicano superou a indústria extractiva no crescimento económico de 3.2% que o país registou no primeiro trimestre deste ano, reportam dados do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado.
De acordo com o documento, a aquacultura industrial aumentou em mais de 100%, por influência da exportação de produtos como caranguejo e lagosta viva.
“Este desempenho é atribuído, em primeiro lugar, ao sector primário, que cresceu em 4.80%, com maior destaque para o ramo da Pesca, com variação de 11.36%, seguido pelo ramo da Indústria de Extracção Mineira, com uma variação de 10.41%, e, por último, o ramo da Agricultura, Pecuária, Caça, Silvicultura, Exploração florestal, com uma variação de 2.88%”, refere o relatório.
“O desempenho registado foi influenciado pelo crescimento acima de 100% no subsector de aquacultura industrial em virtude da contabilização do caranguejo vivo e a lagosta viva capturado nas águas marítimas e mantido nos estabelecimentos de produção para engorda e posterior exportação, e pela iniciativa de produção de algas marinhas na província de Nampula”, acrescenta o documento.
Estes dados confirmam a ascensão do sector das Pescas no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), relegando para segundo plano o segmento da indústria extractiva, que, no primeiro trimestre deste ano, ficou em segundo lugar.
As estatísticas, citadas pelo moçambicano O País, prevêem que o país do Índico registe, em 2024, uma das maiores taxas de crescimento dos últimos cinco anos, 5.5%.

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