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Moçambique precisa de 16,1 mil milhões USD até 2030 para enfrentar desafios climáticos - BAD

Sebastião Garricha
1/8/2024
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Foto:
DR

Moçambique enfrenta um défice fiscal persistente e uma conta corrente que, apesar de algumas melhorias, ainda requer atenção rigorosa, de acordo com o representante do BAD no país.

No âmbito do Lançamento do “Country Focus Report – Moçambique”, realizado esta quarta-feira, 31 de Julho, Flavio Soares da Gama, representante do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Moçambique, sublinhou a necessidade urgente de mobilização de 1 trilião e 17 mil milhões de meticais (pelo menos 16,1 mil milhões de dólares) até 2030 para enfrentar os crescentes desafios climáticos do país.

De acordo com uma notícia publicada pelo Diário Económico, a intervenção de Flavio Soares da Gama foi estruturada em três partes principais: a análise da performance económica de Moçambique em 2023, a necessidade de transformação estrutural e o financiamento dessa transformação, juntamente com a urgência de uma reforma na arquitectura financeira global.

Na sua apresentação, como escreve o DE, o economista fez questão de destacar que, apesar de um crescimento económico de 5% em 2023, impulsionado principalmente pelas indústrias extractivas e pelo consumo privado, Moçambique continua a enfrentar desafios económicos significativos.

“O País enfrenta um défice fiscal persistente e uma conta corrente que, apesar de algumas melhorias, ainda requer atenção rigorosa”, afirmou o representante do BAD, além de ressaltar preocupações contínuas sobre a sustentabilidade da dívida e a persistência da pobreza, que afecta mais de 24 milhões de Moçambicanos.

Entre as recomendações feitas, Flavio Soares da Gama enfatizou a necessidade de o Governo utilizar as receitas do gás natural para expandir as infra-estruturas socioeconómicas, implementar reformas para a diversificação económica e fortalecer a gestão da dívida. 

“É essencial reforçar o capital humano e melhorar as infra-estruturas para acelerar a transformação estrutural necessária”, afirmou o economista.

De acordo com a notícia do DE, o evento foi também marcado pelo lançamento de 54 relatórios de foco de países pelo Banco Africano de Desenvolvimento, que avaliam as experiências de diversos países no acesso ao financiamento para a transformação estrutural.