O Governo moçambicano lançou, esta quarta-feira, o Plano Director Nacional do Turismo, que visa melhorar o ambiente empresarial e tornar o país mais atraente para o investimento privado. O programa que conta com apoio técnico e financeiro do Banco Mundial visa identificar acções concretas e os respectivos custos, permitindo um melhor planeamento e mobilização de recursos para o sector.
Segundo o Secretário de Estado do Turismo em Moçambique, Fredson Bacar, o plano irá estabelecer regras claras, prioridades de investimento e mecanismos de coordenação entre os setores público e privado, factores considerados essenciais para impulsionar o crescimento do turismo.
“O objetivo é criar um ambiente de negócios mais previsível, organizado e atraente, onde o setor privado possa investir com confiança”, afirmou Fredson Bacar.
No seu discurso de lançamento do projecto em Maputo, Bacar destacou igualmente que o actual Plano Director, deve contribuir para a organização dos destinos turísticos, “a definição de áreas prioritárias e a valorização do potencial local, com um impacto directo na geração de emprego e rendimento para as comunidades”.
“Melhorar o ambiente empresarial implica também investir em infra-estruturas, estradas, sistemas de abastecimento de água, saneamento e segurança, factores considerados cruciais para atrair investidores. O sector privado só investe onde as condições são criadas. Cabe ao Estado garantir essas condições para que o investimento possa acontecer”, acrescentou.
Por sua vez, o representante do Banco Mundial em Moçambique, Laurent Corthay, afirmou que uma abordagem multissectorial no turismo é crucial. “O sector do turismo não é da responsabilidade de apenas um Ministério. É altamente multissectorial e requer a participação de sectores tão diversos como o ambiente, os transportes, o interior, a segurança, a polícia e também a nível local”, defendeu.
Moçambique dispõe de um grande potencial para o desenvolvimento do turismo de lazer e de conservação associado à sua extensa costa marítima de cerca de 2700 km, mas também por dispor de diversas áreas de biodiversidade e experiências ecológicas únicas. Ainda assim, o seu contributo para a economia continua longe de justificar o potencial existente, sendo responsável actualmente por apenas 4,02% do Produto Interno Bruto (PIB) moçambicano, ainda que as estimativas do governo apontem para uma projecção de 6% em 2029.
A falta de uma estratégia sólida no sector, associado a um conjunto de factores como o défice de infra-estruturas e das vias de acesso são apontados sendo os principais obstáculos para a exploração desse manancial na sua plenitude. Mas a falta de investimento parece resumir todos os problemas que o turismo moçambicano se depara.


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