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“Morte lenta” de dezenas de suínos suspende venda de carne de porco no Bengo

Victória Maviluka
8/3/2024
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Foto:
DR

Autoridades do sector apuraram a morte estranha de um número considerável de animais em duas importantes fazendas do Bengo, província fronteiriça de Luanda.

A morte de cerca de 100 suínos por suspeita de peste levou a que o Governo da Província do Bengo decretasse, esta semana, a suspensão da venda de carne de porco na província.

A morte massiva dos animais foi registada em duas fazendas instaladas no município do Dande, no Bengo, província fronteiriça da capital do País.

"A interdição que fizemos não é porque temos a peste suína, mas apenas suspeita, porque, na fazenda onde fomos, já não encontrámos animais e, pelos sinais clínicos, suspeitamos que seja peste suína", informou a directora do Departamento Provincial dos Serviços de Veterinária no Bengo.

Ana Maria Fita explicou, citada pela Lusa, que, após constatarem a falta de 50 suínos na referida fazenda, por morte lenta dos animais, numa outra fazenda foi reportada a morte de mais de 40 animais, aumentando a suspeita de uma peste na região.

"Então, como o vírus é de propagação rápida, pensámos em interditar já para evitar a sua propagação em outras províncias. Estamos à espera para recolher amostras em outras fazendas para enviarmos para o laboratório", frisou.

A interdição da venda de carne de porco e seus derivados no Bengo, província fronteiriça ainda do Uíge e Cuanza Norte, surge, também, para alertar outros criadores da região que o Bengo "está em sinal de alerta", apontou.

O município da Humpata, na província da Huíla, Sul do País, reportou casos de peste suína em Fevereiro deste ano, confirmados por exames laboratoriais, facto que concorreu para a proibição da venda e consumo da carne naquela região.

Em Janeiro último, a Delegação Provincial da Agricultura em Luanda informou ter controlado um caso de eclosão de peste suína africana, detectado no perímetro do projecto Agro-Quiminha, no município de Icolo e Bengo.

Na ocasião, as autoridades do sector em Luanda fizeram saber que a primeira medida tomada para conter a situação foi incinerar os animais afectados, desinfestar e vedar  o acesso ao local, de modo a impedir a transferência de outros animais para fora daquele perímetro.