O Pagamento Instantâneo da Nigéria (NIP) é o primeiro sistema em África a atingir a “inclusão madura” (capacidade de operar sem depender de um banco intermediário), estabelecendo padrão para outros paíse, segundo o Relatório Estado dos Sistemas Inclusivos de Pagamento Instantâneo, SIIPS/2025, divulgado pela Fundação AfricaNenda em parceria com o Banco Mundial (BM).
De acordo ainda com o relatório que também teve a contribuição da Comissão Económica das Nações Unidas para a África (UNECA), a Nigéria destacou-se como líder continental no ecossistema de pagamentos digitais. A África, aponta o documento, registou (em 2024) transacções no valor de quase 2 mil milhões USD.
O cenário de pagamentos digitais de África, ‘revela’ o documento produzido pelos três organismos supracitados, está a expandir-se rapidamente, demonstrando assim uma mudança rumo a sistemas financeiros mais inclusivos e interoperáveis.
No total, esclarece o relatório, 36 sistemas de pagamento instantâneo estão disponíveis em 31 países, sendo cinco lançados no último. Coletivamente, os respectivos sistemas processam 64 mil milhões de transacções avaliadas em quase 2 biliões USD, destacando a rápida transição de África para as finanças digitais.
“Pagamentos instantâneos inclusivos estão a alterar a forma como os africanos conectam-se economicamente. Os resultados do SIIPS/2025 mostram progresso, mais países adotam sistemas de pagamento instantâneo. Mais pessoas têm acesso a serviços financeiros digitais que sustentam meios de subsistência, comércio e crescimento económico em África”, disse Robert Ochola, CEO da AfricaNenda.
Para o director global interino do Departamento Global de Finanças, Competitividade e Investimento do Banco Mundial, Niraj Verma, países sem sistema de pagamento rápidos devem começar a implementar, enquanto aqueles que já os operam precisam priorizar inclusão, inovação e acessibilidade.
Os modelos regionais de pagamento rápido, segundo Niraj Verma, oferecem oportunidades para pagamentos transfronteiriços eficientes e rápidos, “observando que por meio do Projecto FASTT o BM continua a apoiar os países com financiamento, assistência técnica e fortalecimento de capacidade para fortalecer os ecossistemas de pagamentos rápidos”.

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