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O futuro do dinheiro

José Gualberto Matos
27/2/2026
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Foto:
DR

A utilização de dinheiro em numerário tem vindo a decrescer e tenderá mesmo a ser irrelevante em muitas geografias, sobretudo com o advento da moeda digital.

A ideia de um registo escritural representativo do dinheiro, dando origem ao conceito de banca, surgido por volta do século XV, constitui a base do sistema financeiro moderno. Foi esse registo que tornou possível transaccionar dinheiro sem a correspondente movimentação física de moeda. A tecnologia transformou a escrita em papel, na escrita electrónica.

A necessidade de pagamentos mais rápidos, baratos e programáveis tem vindo a ser suprida pelas transferências instantâneas na moeda fiduciária, uma transformação em franco desenvolvimento em todo o mundo. Uma outra via transformacional, que começa a despontar, consiste na introdução de uma versão virtual da moeda nacional, com idêntico poder liberatório, designada por Moeda Digital do Banco Central (CBDC).  A moeda digital não se confunde com a moeda electrónica, que é apenas um valor monetário na moeda fiduciária, armazenado electronicamente, para facilitar pagamentos e que não tem poder liberatório próprio. O dinheiro virtual não substitui o dinheiro físico, anónimo por natureza. O anonimato do dinheiro digital é tecnicamente possível, mas nenhum Estado o fez. O dinheiro virtual será sempre um compromisso entre privacidade, conveniência e segurança.

Decorrem em quase uma centena de países iniciativas para a criação da Moeda Digital do Banco Central (CBDC). A China com o Yuan Digital, a Europa com o Euro Digital e o Brasil com o Drex, com a participação activa do BIS (Bank of International Settlements) e do Banco Mundial.

Leia este artigo na íntegra na edição 257 da revista Economia & Mercado, disponível nas bancas.