Angola reporta 76% das doenças tropicais negligenciadas (DTN) reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ou seja, o País regista 16 das 21 das DTN, sendo que quatro apresentam maior incidência: lepra, dracunculose, filariose linfática e tracoma. A informação foi avançada pela coordenadora do Programa Nacional de Combate às Doenças Tropicais Negligenciadas, Cecília de Almeida, à Rádio Nacional de Angola (RNA).
Segundo a responsável, o mapeamento mais recente do programa indica que 184 dos 326 municípios do País são endémicos para a esquistossomose, também conhecida como “barriga de água”, o que significa que mais de metade dos municípios regista transmissão da doença.
O levantamento também identificou a filariose linfática como endémica em 74 municípios; e a oncocercose, conhecida como ‘cegueira dos rios’, em 94 municípios. Contudo, os dados sobre a ‘cegueira dos rios’ ainda não são conclusivos, uma vez que apenas 12 províncias foram avaliadas: “Nessas províncias [12] também não fizemos com grande profundidade. Não terminamos o mapeamento”.
Um levantamento realizado em 2023 pelo Ministério da Saúde (MINSA) indicava as províncias do Cunene e Namibe como as que concentravam o maior número de casos de tracoma.
A E&M apurou, com base no Orçamento Geral do Estado (OGE), que a verba cabimentada para o Projecto de Combate às Doenças Tropicais Negligenciadas passou de 114 milhões de Kwanzas, em 2025, Kz para 430 milhões Kz, em 2026.
Assinalou-se, a 30 de Janeiro, o Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN), data que visa conscientizar sobre a enfermidade que afecta mais de 1,6 mil milhões de pessoas vulneráveis, com grande impacto em comunidades pobres em África.

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