Abrandar ou morrer, o maior dos dilemas da humanidade, tem subjacente o tema da taxonomia ESG, que começa a ser falado com insistência entre nós e por isso o escolhi para esta nota. Antropoceno é como se designa a era geológica em que a actividade humana passou a ter forte repercussão nos ecossistemas do planeta. Os criadores desse termo sugeriram que a Revolução Industrial marcasse o início desse período (meados do século XVIII). Para Thimothée Parrique, autor do livro Abrandar ou Morrer, o risco do colapso ecológico tem a ver com a obsessão pelo crescimento, onde o factor económico se está a sobrepor a todos os outros.
Há pouco mais de sessenta anos teve início o chamado movimento ecológico moderno, com Rachel Carson. Daí para cá a humanidade foi tomando cada vez maior consciência do risco ambiental, o que acabou por levar ao estabelecimento dos chamados Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, abreviadamente ODS. O ESG (Environmental, Social and Governance) é também uma iniciativa das Nações Unidas, com o objectivo de integrar factores ambientais e sociais na governação do sistema financeiro, fazendo alinhar investimentos com sustentabilidade.
A Europa liderou o movimento ESG, com um pacote regulatório relativamente complexo: CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive), SFDR (Sustainable Finance Disclosure Regulation), CSDDD (Corporate Sustainabilility Due Diligence Directive) e ESRS (European Sustainability Reporting Standards). A dificuldade surgida com a aplicação de uma tal complexidade de normas, levou a Europa a simplificar procedimentos e a rever prazos, numa iniciativa recente, denominada Omnibus Package.
Leia este artigo na íntegra na edição de Janeiro da revista Economia & Mercado, já disponível nas bancas.

%20-%20BAI%20Site%20Agosto%20%20(1).png)












