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Petróleo afunda cerca de 5% com Trump a recuar nas ameaças ao Irão

Adnardo Barros
2/2/2026
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Foto:
DR

Em janeiro, os dois crudes de referência registaram o melhor mês desde 2022, apoiados numa escalada das tensões internacionais entre os EUA e uma série de países.

O preço do petróleo desvaloriza 5% esta segunda-feira, registando a pior sessão em quase seis meses. A queda acentuada surge após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter indicado que os Estados Unidos estão a "negociar a sério" com o Irão.

O West Texas Intermediate (WTI), de referência para os EUA,  perde 5,18%, para os 61,83 dólares por barril, enquanto o Brent, de referência para as exportações angolanas, segue a desvalorizar 4,93% para os 65,90 dólares por barril. Em janeiro, os dois crudes de referência registaram o melhor mês desde 2022, apoiados numa escalada das tensões internacionais entre os EUA e uma série de países.

No entanto, esse movimento parece estar a ser revertido neste arranque de Fevereiro. Numa conversa com jornalistas este domingo, Donald Trump recuou nas ameaças que andava a fazer ao Irão e que culminaram com o supremo líder do país, Ayatollah Ali Khamenei, a admitir um novo conflito no Médio Oriente. O Presidente dos EUA já vê um acordo entre as duas potências a acontecer no curto prazo, apesar de Teerão continuar relutante em relação ao fim do seu programa nuclear, uma das reivindicações de Washington para não escalar as tensões.

Os investidores estão ainda atentos às negociações para acabar com a guerra na Ucrânia, que entra este mês no seu quinto ano. Representantes do país liderado por Volodymyr Zelensky, dos EUA e da Rússia vão se encontrar em Abu Dhabi esta quarta-feira para discutirem um plano que agrada às três partes, mas a questão de cedência de territórios continua a ser bastante sensível para o líder ucraniano, que não quer ceder a região de Donbass a Moscovo.