IFC Markets Live Quotes
Powered by
3
1
PATROCINADO

Petróleo: Com capacidade para 95 mil barris/dia, Greater PAJ vai mitigar efeitos do declínio natural da produção

Victória Maviluka
22/6/2026
1
2
Foto:
DR

O projecto, que começa a produzir em 2029, integra cinco campos de produção nos dois blocos - Palas, Ástrea e Juno no Bloco 31, Urano e Dione no Bloco 31/21.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), em conjunto com a Azule Energy (Operador) e os parceiros Sonangol E&P e Equinor, apresentaram, nesta segunda-feira, 22, em Luanda a Decisão Final de Investimento (FID) para o projecto Greater PAJ, que, com previsão de produção diária de 95 mil barris, vai mitigar os efeitos do declínio natural da produção perrolífera em Angola, sublinhou o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.

Na cerimónia, Diamantino Azevedo acrescentou que o projecto, localizado nos Blocos 31 e 31/21, no offshore angolano, vai contribuir para o alcance de um dos principais objectivos do sector que consiste em garantir níveis sustentáveis de produção petrolífera a médio e longo prazo e, assim, contribuir para o aumento das receitas fiscais e para a estabilidade macroeconómica de Angola.

“O desenvolvimento integrado dos blocos 31 e 31/21 constitui uma abordagem inovadora que privilegia a gestão eficiente de recursos petrolíferos assente na optimização de infra-estruturas e na racionalização de custos, tratando-se de um modelo que reforça a eficiência, maximiza o valor dos activos e demonstra a capacidade do sector para encontrar soluções cada vez mais competitivas e sustentáveis”, assinalou o governante.

Um investimento de cerca de 5,1 mil milhões de dólares e com previsão de início de produção em 2029, o projecto Greater PAJ, segundo Diamantino Azevedo, encerra uma particular importância por incluir Conteúdo Local, com a previsão de cerca de 1,8 milhões de horas de trabalho local associada à construção, montagem e operação das suas infra-estruturas a representar uma “oportunidade concreta” para a geração de emprego, a formação e a valorização do capital humano angolano. 

“Mais do que indicadores estatísticos, estamos a falar de profissionais angolanos que continuarão a desenvolver competências especializadas e de famílias e de comunidades que beneficiarão directamente deste investimento. Por outro lado, as empresas nacionais terão novas oportunidades de participação na cadeia de valor do sector petrolífero”, destacou. 

Já Paulino Jerónimo, PCA da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), disse que o projecto Greater PAJ, além do seu contributo para a manutenção da produção de petróleo, reforça a posição de Angola como um “destino atractivo” para o investimento internacional, promovendo estabilidade, crescimento económico e geração de receitas para o desenvolvimento do País.

Filipe Lima, da Azule Energy, reforçou a importância do projecto para os desafios impostos pelo declínio da produção: “Não temos outra solução senão continuar a procurar mais petróleo, a desenvolver activos que apresentam potencial. E depois de longo tempo de negociações, de estudos, então hoje chegou o momento deste marco que significará mais produção para o nosso País”.

Um projecto integrado

Com o primeiro óleo previsto para o primeiro semestre de 2029, as reservas totais associadas ao desenvolvimento do Greater PAJ são estimadas em 252 milhões de barris (MMSTB), sendo aproximadamente 144 milhões no Bloco 31 e 108 milhões no Bloco 31/21. O projecto integra cinco campos de produção nos dois blocos - Palas, Ástrea e Juno no Bloco 31, Urano e Dione no Bloco 31/21. 

O conceito global de desenvolvimento inclui 17 poços, dos quais 10 produtores de petróleo (4 no Bloco 31/21) e 7 injectores de água (3 no Bloco 31/21), ligados a uma nova unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO), com capacidade nominal de 95.000 barris de petróleo por dia.