Segundo o Chefe de Estado, que reagia a roptura imposto pelas duas empresas a àquele partido, a “guerra de comunicados” não ajuda e faz aumentar a tensão.
De acordo com João Lourenço, a decisão foi tomada exclusivamente pelas direcções dos dois órgãos, na medida em que foram os seus profissionais que sentiram na pele os actos de intolerância durante a cobertura de uma marcha, no sábado, 11 de Setembro.
Durante a marcha, que visou exigir eleições transparentes em 2022, militantes e simpatizantes da UNITA insurgiram-se contra profissionais da TPA e da TV Zimbo impedindo-os de cobrir o acto.
Em reacção, as direcções dos dois órgãos de comunicação social exigiram um pedido de desculpas público da UNITA, promotora da marcha, sob pena de não acompanharem qualquer actividade do referido partido.
A esse respeito, João Lourenço disse que os responsáveis políticos do país devem evitar esse tipo de fricções e sublinhou que a resolução passa por um diálogo entre as partes.
“Acredito que se isto acontecer, os ofendidos acabarão por perdoar e voltar tudo ao normal”, reforçou, acreditando que nos próximos dias o clima esteja menos tenso.

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