A produção de fertilizantes em Angola cobre apenas cerca de 3% das necessidades do País, resultando “em alta dependência” de importações, informou o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, quando proferia, esta terça-feira, 23, em Luanda, o discurso de abertura da 8.ª Conferência Economia & Mercado sobre Agricultura.
Na sua intervenção no evento organizado com a parceria do MINAGRIF, o governante disse que Angola consome aproximadamente 7 kg de fertilizantes por hectares, para quem se trata de um valor “muito baixo” em comparação com os 400 kg de hectares necessários para aumentar a produtividade.
Referiu que, com cerca de 35 milhões de hectares de terras aráveis, das quais apenas uma fracção de 15% está atualmente sob cultivo, o País detém um potencial capaz de o posicionar como “um grande produtor agrícola”, e satisfazer as necessidades internas de consumo e produzir sustentos para a exportação.
Contudo, observou Isaac dos Anjos, para que este potencial se transforme em prosperidade real para as famílias, Angola precisa de enfrentar um dos seus maiores desafios: a baixa produtividade dos seus solos.
No evento que decorre sob o tema “Indústria de Fertilizantes e Insumos”, o ministro da Agricultura e Florestas informou que, nos últimos anos, o sector tem registado um crescimento significativo da produção em diversas fileiras.
“Na campanha agrícola de 2024, a produção registou um crescimento de 8,6% em todas as fileiras. Apesar de considerá-los serem bons resultados, eles continuam aquém de corresponder às necessidades de consumo interno, com destaque para os cereais”, admitiu.
O desenvolvimento da agricultura em Angola, realçou o governante, continua a enfrentar “sérios desafios, partindo da deficiência da disponibilização de factores de apoio à produção, em que a falta de sementes de qualidade certificada, fertilizantes e corretivos de solos, só para citar estes, condicionam sobremaneira” a produção agrícola nacional.
“A disponibilização de fertilizantes, nas quantidades certas e no tempo certo, é apontada como fundamental para o desenvolvimento da produção agrícola, na medida em que influencia directamente no aumento da produtividade e da produção, garantindo o sucesso da safra, a competitividade e a sustentabilidade dos sectores”, considerou Isaac dos Anjos.

%20-%20BAI%20Site%20Agosto%20%20(1).png)












