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Refinaria de Cabinda vai entrar em operação no primeiro trimestre de 2022

António Nogueira
4/11/2020
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Foto:
DR

Empreendimento vai ser construído pela Gemcorp, grupo empresarial de origem britânica de comércio e investimento em mercados emergentes, anunciou a Sonangol, em comunicado.

A refinaria, que será construída na planície de Malembo, 30 quilómetros a norte da capital de Cabinda, deverá ser construída em três fases, prevendo-se que esteja totalmente concluída até Março de 2022.

A refinaria, que será construída na planície de Malembo, 30 quilómetros a norte da capital de Cabinda,  será o primeiro investimento privado desta natureza em Angola e utilizará a mais recente tecnologia norte-americana para o seu desenho, operação e desenvolvimento em 3 fases, com adesão aos Princípios do Equador.  

De acordo com uma nota da Sonangol, distrobuída à imprensa, espera-se que a 1ª fase do projecto inclua 30.000 barris por dia da unidade de destilação de crude, estrutura que deverá integrar um um dessalinizador, um tratamento de querosene e infraestruturas auxiliares, incluindo um sistema de ancoragem de bóia convencional, oleodutos e instalação de armazenamento para mais de 1,2 milhões de barris.

A primeira fase do projecto, segundo ainda o comunicado da petrolífera nacional, deverá implicar um investimento 220 milhões de dólares. Já a segunda e terceira fases deverão dotar o empreendimento com uma capacidade adicional de 30.000 barris por dia, prevendo-se que que nessa altura sejam também instalados um novo reformador catalítico, para além de um hidrotratador e unidade de craqueamento catalítico que deverão totalizar 700 milhões de dólares.

A construção formal do local começou em Março de 2020, com a limpeza e preparação total do terreno, concluídas em Agosto de 2020, sendo que a vedação do local começou em Setembro de 2020, numa extensão de terra de 313 hectares.

O projecto, segundo a Sonangol, deverá proporcionar aproximadamente 2.000 empregos directos e indirectos para a comunidade, em áreas como a da construção, engenharia, logística, segurança e administração.

De acordo com o presidente do conselho de administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, a construção desta refinaria proporcionará um aumento da capacidade de processamento de petróleo bruto a nível nacional e uma redução considerável da dependência do país na importação de produtos refinados, conforme previsto no Plano de Desenvolvimento Nacional.

Já o presidente da Gemcorp, Atana Bostandjiev, afirma que o plano de longo prazo é que a Refinaria de Cabinda maximize o emprego local e a transição para a operação por uma força de trabalho totalmente angolana.