O grupo de apoio emergencial aos camponeses e criadores de gado afectados pela seca severa em algumas províncias do País recolheu, até ao momento, centenas de toneladas de insumos essenciais, numa campanha coordenada pelo Ministério da Agricultura e Florestas (MINAGRIF), em parceria com Grupo Técnico Empresarial (GTE), uma plataforma criada para servir de diálogo entre o sector privado e o Governo.
Dados mais recentes da onda de mobilização de recursos para mitigar os efeitos da estiagem iniciada em Agosto de 2025 apontam para a recolha e distribuição de 30 toneladas de farinha de milho pela empresa Induve, 60 toneladas de farinha de milho (Yoniben) e 60 toneladas de farinha de milho, canalizadas pela companhia Fonseca & Irmãos.
Em paralelo, observa a nota da organização a que a E&M teve acesso, teve início o levantamento de 470 toneladas de farinha de trigo, no âmbito da colaboração com a APFTA – Associação dos Produtores de Farinha de Trigo de Angola: “Estas quantidades, inicialmente alocadas ao MINAGRIF, foram, entretanto, revertidas para o programa, reforçando, de forma significativa, a capacidade de resposta no terreno”.

O documento informa que, adicionalmente, se encontram programados para levantamento 1.500 fardos de feno (14 kg) e 200 fardos de feno (250 kg), e, no que respeita ao dreche, foi assegurado, em articulação com o Grupo Castel, um plano regular de disponibilização de 16 toneladas por semana a partir da unidade da Huíla (Lubango) e 40 toneladas por mês a partir da unidade do Huambo, em duas fases.
“A disponibilidade deste insumo está condicionada pela actual redução da produção cervejeira”, sublinha a nota, observando que, apesar da “evolução positiva” da operação, persistem desafios críticos ao nível logístico, sobretudo no transporte para as zonas mais afectadas.
As rotas mais sensíveis, segundo o comunicado sobre um assunto noticiado em pimeira-mão pela E&M, continuam a ser Benguela – Namibe, com custos na ordem dos 800 mil Kwanzas, e Luanda – Cuanza Sul, com custos aproximados de 350 mil Kz, com os constrangimentos a limitarem a capacidade de expansão e o ritmo de resposta, o que constitui o principal factor de pressão sobre a operação.
“A operação está no terreno, com resultados concretos, mas o transporte permanece como o principal desafio a superar para garantir maior escala e eficácia na resposta”, reforçam os organizadores da acção emergencial de apoio aos camponeses e criadores de gado que viram os seus investimentos seriamente comprometidos face à ausência de precipitações na actual época chuvosa.

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