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Segurança Alimentar: O Milho da nossa discórdia

Nuno Fernandes
2/3/2026
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Foto:
DR

A decisão de cessar, de forma definitiva, a importação de milho pelo grupo carrinho revela-se não apenas um acto de gestão mas também um marco de coragem e afirmação patriótica.

Justificada em comunicado de imprensa,  a decisão assenta no “crescimento exponencial da capacidade produtiva nacional, impulsionado pelos programas de mecanização, assistência técnica e integração dos produtores familiares e empresariais  na cadeia de valor da Carrinho Agri”. Foi um sinal  de reconhecimento do enorme esforço dos produtores e crença em resultados futuros alavancados em práticas desejáveis. Acreditar não basta. É necessário que  se carimbe e defenda, no concreto, essa crença. 

Há muito que falamos na autossuficiência alimentar, na diversificação económica, em produção nacional. Mas é preciso que se tomem medidas que protejam  os produtores. Só o aumento da produção nacional pode ajudar a baixar, de forma consistente, os preços e a incrementar uma indústria local. A Pauta Aduaneira  prevê uma taxa de 50% para aqueles que desejem importar o milho. É  uma medida que faz sentido e  protege quem, no país, o produz. Alterá-la é um recuo.  

É interessante perceber que  importamos, diariamente, 1000 toneladas de milho. Se pensarmos em navios de 30 toneladas, estamos a observar uma frota de cerca de 33 navios/dia.   Uma perfeita enormidade para um país, cujos produtores já o produzem em quantidade assinalável. O sector empresarial produz cerca de 200 000 toneladas ano, das quais 80 000 são comercializadas pela Carrinho. 

Leia este artigo na íntegra na edição 257 da revista Economia & Mercado, disponível nas bancas.