Justificada em comunicado de imprensa, a decisão assenta no “crescimento exponencial da capacidade produtiva nacional, impulsionado pelos programas de mecanização, assistência técnica e integração dos produtores familiares e empresariais na cadeia de valor da Carrinho Agri”. Foi um sinal de reconhecimento do enorme esforço dos produtores e crença em resultados futuros alavancados em práticas desejáveis. Acreditar não basta. É necessário que se carimbe e defenda, no concreto, essa crença.
Há muito que falamos na autossuficiência alimentar, na diversificação económica, em produção nacional. Mas é preciso que se tomem medidas que protejam os produtores. Só o aumento da produção nacional pode ajudar a baixar, de forma consistente, os preços e a incrementar uma indústria local. A Pauta Aduaneira prevê uma taxa de 50% para aqueles que desejem importar o milho. É uma medida que faz sentido e protege quem, no país, o produz. Alterá-la é um recuo.
É interessante perceber que importamos, diariamente, 1000 toneladas de milho. Se pensarmos em navios de 30 toneladas, estamos a observar uma frota de cerca de 33 navios/dia. Uma perfeita enormidade para um país, cujos produtores já o produzem em quantidade assinalável. O sector empresarial produz cerca de 200 000 toneladas ano, das quais 80 000 são comercializadas pela Carrinho.
Leia este artigo na íntegra na edição 257 da revista Economia & Mercado, disponível nas bancas.

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