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Sistema financeiro moçambicano cresceu 1,99% no primeiro semestre apesar de choques

Hermenegildo Langa
15/12/2025
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O sistema financeiro moçambicano registou uma aceleração do ritmo de crescimento em termos acumulados, situando-se em 1,99%, contra 1,60% verificados em igual período de 2024.

O sistema financeiro em Moçambique continua estável, apesar da prevalência de choques internos e externos, refere o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do Banco de Moçambique (BdM) divulgado na última sexta-feira e consultado pela revista Economia & Mercado (E&M).

De acordo com o documento, de Janeiro a Junho, o sistema financeiro moçambicano registou uma aceleração do ritmo de crescimento em termos acumulados, situando-se em 1,99%, contra 1,60% verificados em igual período de 2024.

Durante o período em análise, o sector bancário manteve-se estável, com rendibilidade satisfatória e níveis adequados de capitalização e liquidez, tendo o rácio de solvabilidade global se fixado em 25,26%, cifra acima do mínimo regulamentar de 12%, o que consubstancia uma confortável para fazer face a desequilíbrios financeiros.

“Os resultados líquidos ascenderam a 14,13 mil milhões de meticais (219,2 milhões de dólares), representando, no entanto, uma diminuição de 12,15 % em relação ao período homólogo de 2024”, refere o relatório, destacando no entanto, que deste resultado, 8,88 mil milhões de meticais (62,85%) foram obtidos pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI), Standard Bank e Millennium bim, classificados como bancos domésticos de importância sistémica (D-SIBs).

Por outro lado, a liquidez do sector bancário continuou a apresentar níveis satisfatórios, com o rácio de liquidez global a situar-se em 59,65 %, acima do nível mínimo regulamentar de 25%.

De acordo com o banco central, relativamente à qualidade dos activos, o rácio de crédito em incumprimento, também conhecido como NPL (non-performing loans) fixou-se em 7,85%, após 9,35% em Dezembro de 2024, e continuou acima do limite máximo internacionalmente recomendado de 5%.

No que diz respeito ao sector bancário, o REF apontou que os indicadores permaneceram estáveis, rentáveis e adequados ao longo dos primeiros seis meses de 2015. Assim, no período em análise, o rácio de solvabilidade as reservas de conservação para Bancos Domésticos de Importância Sistémica (D-SIBS) representavam conjuntamente 59,72%, 63,58%, e 54,17% dos activos, depósitos e crédito do sector bancário, respectivamente, contra 59,85%, 64,03% e 54,41% observados em Dezembro de 2024.

“O resultado líquido dos D-SIBs fixou-se em 8,88 mil milhões de meticais, representando uma diminuição de 17,07% em relação ao observado em Junho de 2024. Apesar desta variação negativa dos resultados, o nível de rendibilidade mantém-se satisfatório, tendo-se o ROA fixado em 1,43% e o ROE em 8,42%”, lê-se no relatório.

Adicionalmente, em termos de composição do activo, o sector bancário, segundo o REF, continuou a privilegiar o investimento em activos de elevada liquidez e rendibilidade, com destaque para disponibilidades, aplicações em instituições de crédito e activos financeiros, que representavam 59,28% do total do activo (57,48% em Dezembro de 2024).