O Governo cabo-verdiano anseia por um regresso breve da companhia aérea de bandeira angolana TAAG ao arquipélago, de forma a explorar “as potencialidades enormes” que aquele mercado oferece, a partir do qual poderá expandir os seus serviços para outras rotas no continente e ‘fora de portas’.
Num encontro recente com empresários angolanos, o embaixador de Cabo Verde no País, Júlio Morais, manifestou o desejo de ver a TAAG a apostar no mercado cabo-verdiano, expandindo a sua actividade na sub-região Oeste-africana, “na certeza de que o hup do Sahel também está aberto para os Estados Unidos e para a Europa”.
“Podemos expandir o raio de acção da operadora angolana a dois continentes, sabendo que, na América, temos, também, o Brasil. Portanto, as potencialidades são enormes”, afirmou o diplomata.
A actual administração da TAAG, que tem à cabeça António dos Santos Domingos, já manifestou a intenção de a operadora angolana regressar, ainda este ano, ao mercado cabo-verdiano, com escala em São Tomé e Príncipe.
“Esse é um desafio que temos, não só para a TAAG e para a TACV [Transportadora Aérea Cabo-verdiana], mas para os dois povos, no caso os nossos três povos: Angola, São Tomé e Cabo Verde”, disse, em Abril último, à imprensa angolana, o PCE da companhia angolana.
António dos Santos Domingos avançou, na ocasião, que a empresa está em conversações com a TACV sobre os moldes desta operação, observando, entretanto, que as questões económicas “pesam muito”, no que diz respeito à frequência das ligações.
A TAAG, Linhas Aéreas de Angola, recorde-se, suspendeu, em 2016, os voos da rota Cabo Verde, alegando falta de rentabilidade nas operações.
Em Maio deste ano, a companhia de aviação angolana Bestfly, que operava no mercado cabo-verdiano através da TICV, anunciou que deixou o arquipélago, na sequência de uma polémica suspensão pela Agência de Aviação Civil (AAC) do seu Certificado de Operador Aéreo (COA) e da Licença de Exploração Aérea (LEA).

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