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Taxas de juro de crédito para quem queira iniciar negócio no País são “proibitivas”

Victória Maviluka
16/5/2024
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Foto:
Isidoro Suka

PCA da CMC, em representação do Ministério das Finanças, refere que há um caminho de participação no desenvolvimento económico e social que os bancos são chamados a percorrer.

As taxas de juro de crédito concedido pela banca angolana a iniciantes de negócios e a alguns operadores económicos no País estão em níveis proibitivos, afirmou Vanessa Simões, Presidente do Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), presente na cerimónia em representação da ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa.

“As taxas de juro de crédito concedidos pela banca são proibitivas para quem queira iniciar um negócio ou elencar necessidades de tesouraria para incrementar ou até mesmo prosseguir com a sua actividade”, disse Vanessa Simões, na abertura do ‘Angola Banking Conference’, que decorreu nesta quarta-feira, 15, em Luanda.

Segundo a PCA da CMC, a trajectória da inflação e as necessidades de financiamento do Estado podem explicar uma parte dessa “participação insuficiente” da banca no investimento privado.

Observou, entretanto, que há um caminho de participação no desenvolvimento económico e social que os bancos são chamados a percorrer.

“E esse caminho passa - e aqui não são [só] desafios, mas, também, incentivos - por um melhor equilíbrio entre crédito ao Estado em condições sustentáveis, taxa de juro em maturidade e crédito ao sector privado”, disse.

Esse caminho, de acordo com Vanessa Simões, passará pela participação em instrumentos de capital de risco, reafirmando que as taxas de juro para o sector privado “são por si só proibitivas e sê-lo-iam mesmo que o Estado não estivesse no mercado”.

“Os bancos actuam num ambiente concorrencial, que é perfeitamente regulado e supervisionado, e o que esperamos é que cada um dos operadores se possa distinguir através de uma participação cada vez maior e mais influente na integração financeira e no financiamento para o crescimento e o desenvolvimento económico”, apelou.

Relativamente ao mercado de capitais, a PCA da CMC referiu que, embora os bancos estejam limitados legalmente à realização de determinadas actividades do mercado, “continuam a ser parceiros importantes e a contribuir” para a sua liquidez, para a sua eficiência e para o seu desenvolvimento.

De iniciativa conjunta da revista Economia & Mercado e da PwC, a segunda edição da ‘Angola Banking Conference’ discutiu o tema sobre os ‘Desafios, Tendências e Oportunidades da Banca’.