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Um “auto-golpe de Estado”

Justino Pinto de Andrade
9/1/2026
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Foto:
DR

1. A Guiné-Bissau protagonizou mais um triste espectáculo na sequência da realização das últimas Eleições Legislativas e Presidenciais de 23 de Novembro.

2. Tudo começou mal desde o início do processo, quando, em resultado da verdadeira captura do Estado pelo Presidente da República, foram impedidos de participação nas Eleições Legislativas os dois principais partidos políticos na Oposição — o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) — Partido Fundador da Nacionalidade dos dois Estados — e o Partido de Renovação Social (PRS) — que governou a Guiné-Bissau no período de 2000 a 2003, com Kumba Yala como Presidente da República, derrubado num Golpe de Estado liderado por Veríssimo Correia Seabra.

3. Seguiram-se outros Golpes de Estado de muito má memória, evidenciando uma vocação para o uso de inaudita violência por parte da classe castrense guineense. Devido à fragilidade do Estado e ao envolvimento de altas figuras do mesmo na rede internacional do tráfico de drogas, a Guiné-Bissau caiu no completo descrédito internacional, ao ponto de ser já tido como um “Narco-Estado”.

Leia este artigo na íntegra na edição de Janeiro da revista Economia & Mercado, já disponível nas bancas.