A União Europeia (UE) vai conceder duas subvenções no valor total de 35 milhões de dólares para ajudar a África do Sul a arrancar com a sua indústria de hidrogénio verde, de acordo com Kadri Simson, comissário europeu responsável pela energia.
Citado nesta terça-feira, 10 de Setembro, pelo Diário Económico (DE), Kadri Simson explicou que as verbas ajudarão a África do Sul a tirar partido dos seus abundantes recursos eólicos e solares para produzir hidrogénio verde, que é visto como uma potencial alternativa limpa aos combustíveis fósseis utilizados para alimentar navios e a indústria pesada.
“Estas verbas irão alavancar mais investimentos públicos e privados no domínio das alterações climáticas. E, para isso, vamos trabalhar com instituições financeiras globais de desenvolvimento e fundos públicos europeus”, acrescentou.
Segundo o DE, o dinheiro para o apoio e Investimentos em Hidrogénio provém do orçamento da UE e está separado da Parceria para a Transição Energética Justa, no valor de 9,3 mil milhões de dólares, um pacto de financiamento climático entre a África do Sul e alguns dos países mais ricos do mundo. A UE concedeu um apoio semelhante à Namíbia.
A primeira das duas subvenções, no valor de 27 milhões de dólares, deverá funcionar como um catalisador para atrair dez mil milhões de rands (558 milhões de dólares) em fundos públicos e privados para investir na produção, armazenamento e transporte de hidrogénio, afirmaram a UE e a África do Sul num comunicado. Este montante será “canalizado através de uma instituição financeira de um Estado-membro da UE”.
O segundo, no valor de 8 milhões de dólares, será utilizado pela Transnet SOC Ltd., a empresa estatal de portos e caminhos-de-ferro, para financiar estudos e projectos-piloto sobre a produção e o armazenamento de hidrogénio. Esse dinheiro virá da Agence Francaise de Developpement, uma instituição estatal de financiamento do desenvolvimento.
O hidrogénio verde é produzido a partir da utilização de energia renovável para decompor a água e libertar hidrogénio, que pode ser transformado em combustível sem produzir gases que causam o aquecimento do clima.
Embora países como a África do Sul, a vizinha Namíbia, o Egipto e o Chile se estejam a posicionar para produzir o combustível, este ainda é demasiado caro para competir com os derivados do petróleo, segundo o Diário Económico. No entanto, espera-se que se torne mais atractivo à medida que os preços baixam com a melhoria da tecnologia, e que aumentam as penalizações sobre a utilização de combustíveis fósseis.

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