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Covid-19 “tornou mais difícil” conduzir os negócios com integridade

Cláudio Gomes
25/4/2022
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Foto:
Isidoro Suka

O Relatório de Integridade Global 2022 indica que 35% dos profissionais de organizações africanas acredita que o comportamento antiético é tolerado quando envolvidas pessoas do topo da gestão.

Recentemente debatido em  conferência, o relatório “Integridade, Ética e Cibersegurança: Desafios e Oportunidades” revela que 47% dos inquiridos consideram que a pandemia “tornou mais difícil” conduzir os seus negócios com integridade.

O documento revela ainda que 195 dos entrevistados, entre Junho e Setembro de 2021, consideraram que houve “um aumento da consciência sobre ética e valores” e 97% acha “importante demonstrar que a sua organização opera com integridade. Destaque-se ainda que  72% considera importante um código de conduta sobre como os funcionários se devem comportar nos negócios, passo que outros 53% acredita que a declaração sobre valores e visão da organização pode inspirar a conduta das pessoas e “59% acha que os padrões de integridade melhoraram na sua organização nos dezoito meses anteriores à realização dos inquéritos”.

Ainda, relatam os peritos da EY, 61% dos funcionários das organizações africanas acredita poder relatar irregularidades no trabalho, sem medo de consequências negativas, mas 49% diz que não o faz por achar que as suas preocupações não seriam atendidas e 47% afirma que ao denunciar situações de má conduta foi pressionado para não o fazer formalmente.

Proferindo o discurso de abertura do certame, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA) disse que a integridade, a ética e a cibersegurança são “muito importantes” também no sector financeiro, considerando o papel fundamental que as instituições financeiras desempenham na economia e na sociedade.  

Segundo José de Lima Massano, a crise económica e financeira de 2007 e 2008 e as suas consequências mostraram com grande clareza que sem o compromisso com uma gestão competente das instituições financeiras, que move uma conduta organizacional coerente, com padrões de ética, integridade e profissionalismo, não se pode garantir a sustentabilidade das economias nem a estabilidade do sistema financeiro.

Já o Office Managing Partner da EY Angola disse que a Integridade, a Ética e a Cibersegurança são temas cada vez mais actuais e que merecem uma especial atenção por parte dos empresários e gestores.

De acordo com Carlos Basto, a conferência visou contribuir para a construção de um futuro melhor em Angola, através de um momento de partilha entre os parceiros da empresa, clientes e entidades públicas e privadas de elevado no país. “Tivemos a oportunidade de contactar com diferentes realidades e ouvir perspectivas e testemunhos muito enriquecedores sobre cada uma destas temáticas”, frisou.

A conferência foi debatida em dois painéis temáticos, sendo o primeiro sobre “Integridade e Ética” e o segundo sobre “Cibersegurança”.

Em Julho de 2020, após o espoletar da pandemia, a EY publicou o relatório “EY Global Information Security Survey Angola 2020”, onde foi abordada a evolução da cibersegurança em Angola e a importância da integração da cibersegurança com as restantes áreas do negócio.

Encarar a cibersegurança como uma peça-chave na transformação digital, fundamental para criar relações de confiança com todas as funções da organização; implementar estruturas de governança alinhadas à estratégia; ter um foco no comprometimento da Comissão Executiva e avaliar a eficácia da função cibersegurança para permitir ao CISO adquirir novas competências são, neste contexto, algumas das principais recomendações da EY.