O Zimbabwe projecta abater 200 elefantes para alimentar as comunidades afectadas pela fome, após a pior seca em quase 40 anos, informaram as autoridades da vida selvagem daquele país da África Austral.
“Podemos confirmar que estamos a planear abater pelo menos 200 elefantes em todo o país”, disse em declarações à imprensa, Tinashe Farawo, porta-voz da Autoridade de Parques e Vida Selvagem do Zimbabwe (Zimparks), alegando depois que ainda estão a estudar a forma de executar o plano.
O abate, o primeiro no Zimbabwe há 36 anos, ocorrerá nos distritos de Hwange, Mbire, Tsholotsho e Chiredzi. A estratégia a utilizar, disse Tinashe Farawo, será semelhante ao da Namíbia que no mês passado abateu 83 elefantes e distribuiu carne às pessoas afectadas pela seca.
De acordo com as autoridades do Zimbabwe, estima-se que mais de 200 mil elefantes vivam em área de conservação espalhada por cinco países da África Austral (Angola, Botswana, Namíbia, Zimbabwe e Zâmbia), tornando a região o lar de uma das maiores populações de elefantes do mundo.
O abate, avançou à imprensa Tinashe Farawo, faz parte dos esforços para descongestionar os parques daquele país que só pode sustentar 55 mil elefantes, contra os 84 mil existentes actualmente.
A seca, aludiu, tem aumentado o conflito entre humanos e animais selvagens face à escassez de alimentos. “50 pessoas no Zimbabwe morreram por ataques de elefantes”.
O Zimbabwe, elogiado pelos esforços de conservação e crescimento da população de elefantes, tem pressionado a Convenção das Nações Unidas sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) para reabrir o comércio de marfim e elefantes vivos.
Aquele país (com uma das maiores populações de elefantes) da SADC tem um estoque de marfim avaliado em pelo menos 60 milhões USD, mas está proibido de vender.














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