Angola é o país africano mais afectado pela proliferação de redes de dispositivos invadidos por piratas informáticos (botnets), concentrando 37,95% do total de detecções no continente.
Segundo dados apurados pela revista Economia & Mercado a partir da telemetria da FortiGuard Labs, o País lidera o ranking regional, à frente dos Camarões (23,89%) e da África do Sul (9,12%), o que evidencia um aumento preocupante no uso de computadores, routers e servidores angolanos para a prática de cibercrimes coordenados.
A análise levantada pela publicação revela que agentes maliciosos estão a utilizar ferramentas automáticas e algoritmos de aprendizagem de máquina (machine learning) capazes de escanear dezenas de milhares de sistemas por segundo. O objectivo consiste em identificar portas de entrada e falhas de segurança vulneráveis, sobretudo em routers e equipamentos de rede em solo angolano.
A principal causa para esta elevada taxa de infecção reside na utilização massiva de software desactualizado e em serviços na nuvem mal configurados, que deixam portas abertas para que os hackers tomem o controlo remoto dos aparelhos sem o conhecimento dos seus proprietários.
O relatório lança um alerta grave sobre como o domínio destas redes de aparelhos invadidos (botnets) ultrapassa os ataques simples e serve de porta de entrada para ameaças muito mais destructivas. A plataforma de controlo de código aberto Sliver C2 tem sido amplamente implantada no continente para facilitar a entrega de novas variantes de ransomware software malicioso que bloqueia e sequestra bases de dados de empresas, hospitais e bancos, a exemplo do recente malware 01flip32.









.webp)



.jpeg)

.jpg)