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BAD concede 16,6 milhões USD ao Instituto de Agricultura Tropical para expandir tecnologias em África

Teresa Fukiady
27/2/2026
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Foto:
DR

A terceira fase do programa deverá abranger mais 14 milhões de agricultores em 37 países de baixo rendimento e vulneráveis apoiados pelo Fundo Africano de Desenvolvimento.

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e o Instituto Internacional de Agricultura Tropical (IITA) assinaram, recentemente, um acordo de subvenção de 16,61 milhões de dólares para financiar a terceira fase do Programa de Tecnologias para a Transformação Agrícola Africana (TAAT-III).

Segundo um comunicado a que a E&M teve acesso, o financiamento vai ser assegurado através do Fundo Africano de Desenvolvimento, a janela de empréstimos concessionais do BAD, e tem como objectivo expandir a produção alimentar resiliente às alterações climáticas.

O acordo, assinado em Abuja, reforça o compromisso comum de modernizar a agricultura africana através da expansão de tecnologias comprovadas, do fortalecimento dos sistemas de sementes e da expansão das parcerias entre instituições de investigação, governos e actores do sector privado.

Lançado em 2018, o programa TAAT já alcançou quase 25 milhões de agricultores e promoveu práticas agrícolas resilientes em mais de 35 milhões de hectares.

Em parceria com o Grupo Consultivo de Centros Internacionais de Investigação Agrícola (CGIAR) e parceiros nacionais e regionais, a iniciativa aumentou o rendimento das colheitas em até 69% e gerou mais de 4 mil milhões de dólares em valor adicionado ao sector agrícola.

De acordo com o BAD, países como Sudão, Etiópia, Zâmbia, Zimbabwe e Nigéria registaram melhorias significativas na produção de alimentos básicos e na capacidade de resposta a choques climáticos. Por exemplo, na Nigéria, país que tem sido um dos principais beneficiários das iniciativas do TAAT, os agricultores que adoptaram variedades de trigo resistentes ao calor duplicaram os rendimentos médios, passando de 1,7 para 3,5 toneladas por hectare, no âmbito do denominado ‘Compacto do Trigo’.

A terceira fase do programa deverá abranger mais 14 milhões de agricultores em 37 países de baixo rendimento e vulneráveis apoiados pelo Fundo Africano de Desenvolvimento.