O Banco Mundial reduziu a projecção para o crescimento da economia global em 2026 dos 2,6% previstos em janeiro para 2,5%, a taxa mais baixa desde o início da pandemia de covid-19, no final de 2019.
A revisão em baixa é atribuída aos efeitos da guerra no Médio Oriente, que provocaram um choque nos preços da energia, aceleração da inflação e aumento dos custos de financiamento a nível global.
O relatório "Perspectivas Económicas Globais" indica que a inflação mundial deve subir para 4% em 2026, acima dos 3,3% registados em 2025, impulsionada pela alta prevista nos preços da energia e dos fertilizantes, o que também deverá repercutir-se nos preços dos alimentos.
O Banco alerta, ainda, que caso as interrupções no fornecimento de energia sejam "mais graves" do que o previsto e venham acompanhadas de "considerável" stress financeiro, o crescimento global poderá cair para 1,3% em 2026, enquanto a inflação avançará para 4,4%.
A previsão aponta para uma desaceleração da expansão das economias em desenvolvimento para o nível mais baixo desde a pandemia, a qual se cifra em 3,6% em 2026, contra 4,4% em 2025. De acordo com o Banco Mundial, em 2028, estes países terão "acumulado quase uma década sem progressos na redução da disparidade da renda per capita em relação às economias avançadas", à excepção da China e da Índia.
O ritmo de crescimento global deverá registar uma ligeira recuperação apenas em 2028, quando a expansão do PIB poderá acelerar para 2,8%, embora se mantenha, ainda assim, abaixo da média de actividade registada na década de 2010.














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