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Exportações lusófonas para China encolheram 4% até Novembro de 2025

Sebastião Garricha
8/1/2026
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Foto:
DR

Na direcção oposta, as exportações chinesas para os países lusófonos tiveram o melhor arranque de ano de sempre, aumentando 2,2%, para 80,5 mil milhões de dólares.

As exportações dos países de língua portuguesa para a China caíram 4% nos primeiros 11 meses de 2025, em comparação com igual período do ano passado, segundo dados oficiais dos Serviços de Alfândega da China.

Isto significa que o bloco lusófono vendeu mercadorias no valor de 80,5 mil milhões de dólares ao mercado chinês, o montante mais baixo registado nos primeiros 11 meses de um ano desde 2020, no início da pandemia de covid-19.

A descida deveu-se sobretudo ao Brasil, cujas vendas recuaram 2,7%, para 105,4 mil milhões de dólares. Também o segundo maior parceiro comercial chinês no bloco lusófono, Angola, viu as exportações diminuírem 10,8%, para 14,4 mil milhões de dólares.

As vendas de mercadorias de Portugal para a China caíram 7,7%, para 2,66 mil milhões de dólares, como escreve nesta quarta-feira, dia 7, a agência Lusa.

As exportações de Moçambique para o mercado chinês desceram 8,7%, para 1,48 mil milhões de dólares, enquanto as da Guiné Equatorial recuaram 27%, para 710,2 milhões de dólares.

Por sua vez, as remessas de Cabo Verde com destino à China diminuíram 38,9%, embora o país tenha vendido apenas cerca de 8 mil dólares em mercadorias.

A principal exceção foi Timor-Leste, cujas vendas dispararam de 636 mil dólares nos primeiros 11 meses de 2024 para 27 milhões de dólares no mesmo período de 2025. As exportações de São Tomé e Príncipe mais do que triplicaram, atingindo 54 mil dólares, enquanto as vendas da Guiné-Bissau passaram de mil dólares para 8 mil dólares.

Em sentido inverso, as exportações chinesas para os países de língua portuguesa registaram o melhor arranque de ano de sempre, ao aumentarem 2,2%, para 80,5 mil milhões de dólares. Trata-se do valor mais elevado para os primeiros 11 meses de um ano desde que o Fórum de Macau começou a divulgar estes dados, em 2013.

Os dados indicam que o Brasil continua a ser o maior comprador no bloco lusófono, apesar de as importações provenientes da China terem caído 1,6% face ao mesmo período de 2024, para 65,4 mil milhões de dólares. Em contrapartida, o segundo da lista, Portugal, comprou à China mercadorias no valor de 6,59 mil milhões de dólares entre janeiro e novembro, um aumento de 19%.

Apesar de vender mais e comprar menos, a China continua a registar um défice comercial com o bloco lusófono, que atingiu 44,3 mil milhões de dólares nos primeiros 11 meses de 2025.

No total, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China ascenderam a 205,2 mil milhões de dólares, menos 1,7% do que no mesmo período do ano passado.

De acordo com a referida agência, seis dos nove países de língua portuguesa registaram uma queda das respetivas exportações para o mercado chinês.